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Mantega diz não ver razão para elevação dos juros no Brasil

Segundo ministro da Fazenda, inflação do País está 'rigorosamente no centro da meta' do governo

Fabio Graner e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

12 de fevereiro de 2008 | 16h06

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira, 12, não ver nenhuma razão para a elevação dos juros no Brasil. Segundo ele, a inflação está totalmente sob controle no País e em nível menor do que em outros emergentes. Além disso, Mantega destacou que a recente elevação nos índices de preços ocorreu por conta das commodities agrícolas, em um movimento que está arrefecendo porque o setor agrícola reagiu com aumento de oferta.   "Não vejo nenhuma razão para elevar os juros. A inflação está rigorosamente no centro da meta. Estamos cumprindo os objetivos da política de metas de inflação. Evidentemente, se houvesse elevação da inflação os juros seriam elevados", afirmou.   Mantega enfatizou que o economia brasileira vive uma situação favorável, mesmo em meio à crise internacional, e que no futuro o País pode ter uma situação emblemática, em que será diferenciado dos países que sofreram com a retração econômica. Essa diferenciação pode ser um fato que atraia capitais para o Brasil, estimulando aumento nos investimentos, emprego e renda e, conseqüentemente, o crescimento econômico do País.   O ministro manteve sua previsão de expansão de 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2008. Segundo ele, os indicadores econômicos "precursores" de janeiro mostraram que a atividade da economia brasileira entrou em 2008 em "ritmo acelerado", mantendo-se com expansão de 5%. "Começamos 2008 com o ritmo de crescimento muito bom."   Para Mantega, esses indicadores confirmariam a avaliação de que a crise internacional não está afetando o Brasil. "Essa confiança que nós conservamos dos analistas e do mercado continuará ocorrendo em 2008", afirmou. Segundo ele, há uma "confiança muito grande" de que a crise não se manifestará no Brasil. De acordo com o ministro, a confiança dos investidores tem se manifestando também no aumento dos investimentos verificado nesse início de ano.   Exportações   Ao responder a uma pergunta sobre medidas que o governo estuda para acelerar no médio prazo o aumento das exportações, o ministro afirmou que o Brasil tem condições de ampliar a produção de produtos agrícolas. Segundo ele, no cenário econômico atual de aumento da demanda mundial por produtos agrícolas "caiu por terra" a avaliação de que não é bom para o País exportar produtos agrícolas.   "O Brasil tem uma posição favorável no campo das commodities agrícolas. Os preços estão num nível elevado", afirmou Mantega, numa entrevista na portaria do Ministério da Fazenda. Segundo ele, a estratégia é ampliar o "market-share" dos produtos brasileiros. Ele não detalhou, no entanto, o teor das medidas que poderão ser adotadas pelo governo.   BNDES   Mantega afirmou ainda que governo vai assegurar maiores recursos para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possa ampliar em 2008 a oferta de empréstimos na sua carteira, com isso, aumentar os seus investimentos no Brasil. "Nós estamos providenciando mais recursos", disse Mantega, que preferiu, no entanto, não mencionar valores.   O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, esteve reunido nesta terça com o ministro Mantega. Após o encontro, Coutinho declarou que o orçamento do BNDES em 2008 deve ser aprovado esta semana em torno de R$ 80 bilhões.   O ministro da Fazenda disse que os investimentos no País estão num momento muito favorável. "O investimento é um dos dinamizadores da economia. Temos que manter o BNDES com essa corda toda", afirmou o ministro.Mantega não detalhou se o aumento da carteira do Banco será feita com o uso de dividendos que o BNDES teria que repassar para o tesouro ou venda de ações da carteira da instituição.   Vale   Mantega disse ainda que não iria comentar a possível operação de compra da empresa Xstrata pela Vale porque se trata de uma "questão de empresa privada e não cabe ao governo se pronunciar".   A afirmação de Mantega evidencia um posicionamento diferenciado em relação a setores do Palácio do Planalto, que querem interferir na operação para garantir que o controle da empresa seja mantido no Brasil.

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