Mantega diz que ampliará desoneração da folha em 2012

Ministro da Fazenda garantiu que a medida tem aprovação de todo o setor industrial, embora admita que há críticas em relação à velocidade da implementação

Renata Veríssimo e Célia Froufe, da Agência Estado,

22 de março de 2012 | 15h11

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira, 22, que apesar de o Brasil estar em pleno emprego é preciso reduzir o custo da mão de obra no País. Nesse sentido, informou que a desoneração da folha de salários das empresas foi um dos temas na reunião da presidente Dilma Rousseff com empresários ocorrida

"Aqui temos uma solução que não prejudica os trabalhadores", afirmou. Mantega garantiu que a medida tem a aprovação de todo o setor industrial, embora admita que há críticas em relação à velocidade da implementação. "Todos querem que aconteça, talvez queiram que seja mais rápido", disse. Ele afirmou que o governo vai desonerar a folha de salários em maior escala este ano, sem prejuízo aos trabalhadores.

Segundo o ministro, o governo está aberto a todos os setores da indústria que queiram a desoneração da folha de salários das empresas. O governo está começando a retirada da contribuição patronal ao INSS pela indústria porque este foi o setor mais afetado pela crise, disse Mantega.

"A desoneração começou pontual, mas está facultada para todo o setor produtivo industrial. Qualquer setor que quiser, o governo está aberto", disse. Ele lembrou que para as empresas exportadoras a desoneração é completa. Isso porque a contribuição sobre o faturamento, que será criada para substituir a folha de salários, não incidirá sobre as vendas no exterior. "Vamos continuar as discussões até formatar um grande volume de setores", afirmou.

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