Mantega diz que crescimento de 4,5% neste ano ´é factível´

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que é factível um crescimento de 4,5% do PIB este ano. Isso porque, segundo ele, a economia brasileira já está crescendo em 2007 em um patamar de 4%. A média de 4,5% está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujas diretrizes foram debatidas nesta terça no plenário do Senado Federal.O ministro disse que depois de quatro anos do PAC, o Brasil terá condições econômicas muito mais favoráveis, com inflação e juros em queda e déficit nominal das contas públicas em zero por cento.Ele também reiterou que "na pior das hipóteses" o governo fará, neste ano, um superávit primário - arrecadação menos as despesas, exceto o pagamento de juros - de 3,75% do PIB. Isso porque o PAC prevê um programa piloto de investimento de 0,50% do PIB, que pode ser abatido da meta de 4,5%.Juro real em 5%Ele voltou a afirmar que uma postura conservadora do Banco Central (BC) na definição da taxa básica (Selic) de juros não é a ideal para este momento. Em resposta a uma pergunta do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), durante audiência pública conjunta da Comissão de Infra-Estrutura e da Comissão de Assuntos Econômicos, no plenário do Senado, Mantega insistiu no fato de que o Banco Central está comprometido com o centro da meta de inflação, que é de 4,5%, e "não com menos".Em conversa com jornalistas após a audiência, o ministro da Fazenda voltou a dizer que o BC está cumprindo o centro da meta, determinado pelo Conselho Monetário Nacional, e não o porcentual de 4,5% como teto. "O Banco Central persegue e está perseguindo os 4,5%. Terá que cumprir", afirmou o ministro. "O governo", acrescentou, "não tem uma pauta conservadora."Ele acredita que os juros reais - juros nominais descontada a inflação - no Brasil devem atingir 5% até o final do segundo mandato do presidente Lula. "Cair três pontos porcentuais ao longo de quatro anos é sopa, é fácil. Tenho certeza que será feito", afirmou."É isso que temos feito"Mais tarde, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comentou as declarações feitas hoje pelo ministro da Fazenda. "Todo o Banco Central mira o centro da meta e é isto o que temos feito nestes quatro anos", disse Meirelles ao deixar reunião com o próprio Guido Mantega. A reunião, segundo a assessoria de imprensa do BC, trata-se de um encontro de rotina. Mais cedo, no Senado, Mantega disse que a inflação de 2007 pode ficar entre 4,5% e 5% e que é desejável que ela fique no centro da meta.

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