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Mantega diz que economia crescerá mais no 3º tri, de 2% a 3%

Ministro destacou que crescimento foi alavancado pelo mercado interno e que as políticas fiscais ajudaram

estadao.com.br,

11 de setembro de 2009 | 11h54

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, viu o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre como positivo e disse que o crescimento dos três meses seguintes será ainda mais forte, mas que os investimentros só se recuperarão no fim do ano.

A economia cresceu 1,9% sobre o primeiro trimestre. Mantega estima para o terceiro trimestre um avanço entre 2% e 3% sobre abril a junho e lembrou que os cortes passados do juro ainda vão estimular a economia.

Ele reafirmou o prognóstico de expansão em 2009 como um todo de 1%, número mais otimista que o do mercado.

O ministro destacou que a grande força puxando o crescimento vem do mercado interno e que as políticas fiscal e monetária ajudaram o Brasil a sair da crise.

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Ele disse ainda que os investimentos, que ficaram estáveis na compração trimestral e tiveram queda recorde sobre o segundo trimestre de 2008, vão se recuperar apenas no quarto trimestre e que o crédito ainda está abaixo dos níveis de 2008, mas que há uma reconstituição em níveis satisfatórios.

 

PIB do 2º trimestre mostra recuperação rápida

 

"O resultado foi muito positivo. Mostra que o Brasil está tendo uma das recuperações mais rápidas da crise", afirmou Mantega. Anualizada, segundo Mantega, a taxa de 1,9% do PIB representaria 7,8%. O ministro observou que, depois de registrar resultado negativo do PIB no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira começou a "deslanchar" e disse que já existem indicadores antecedentes que sugerem que o terceiro trimestre pode ter desempenho ainda mais robusto.

 

O ministro disse que a recuperação da economia brasileira se dá em formato da letra "V" e isso é possível, segundo Mantega, porque o Brasil estava forte quando a crise começou e porque o governo adotou ações fiscais que estimularam o consumo. Também citou o efeito da política monetária, que reduziu a taxa de juros.

 

Mantega afirmou que o governo deve gastar entre 1% e 1,5% do PIB em 2009 em medidas de estímulo ao consumo, como renúncias fiscais e investimentos do programa "Minha Casa, Minha Vida", que somam R$ 6 bilhões.

 

O aumento de gastos para combater a crise foi adotado por vários países, mas, no caso do Brasil, segundo Mantega, o volume de gasto foi menor e está garantindo a recuperação. O ministro citou a China, que, segundo ele, está gastando 13% do PIB em 2009 e também os EUA, que desembolsaram 6,7% do PIB.

 

Mantega reconheceu que a taxa de investimentos ainda está mais fraca do que o avanço da demanda, já que o investimento é o último a se recuperar. Com os estímulos fiscais adotados pelo governo, há uma rápida reação do consumo. Ele explicou que as empresas já queimaram seus estoques, começaram a usar sua capacidade instalada e como a demanda está se expandindo, os investimentos devem voltar a crescer. Mas, segundo ele, os primeiros sinais de recuperação dos investimentos só devem aparecer no quarto trimestre.

 

2010 terá recomeço de novo ciclo de crescimento

 

Para 2010, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, projetou crescimento de 4,5% do PIB. "Será o recomeço de um novo ciclo de crescimento", afirmou o ministro.

 

No terceiro trimestre, a expectativa é que a indústria puxe o desempenho do PIB, de acordo com o ministro, mas ainda assim a produção industrial deve fechar o ano "empatada ou levemente negativa". Mantega disse que a indústria deu uma parada porque alguns não acreditaram no crescimento, demitiram e pararam fábricas. 

(Com agências Reuters e AE)

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