Mantega diz que governo estuda ajuda ao setor automotivo

Na próxima segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai se reunir com representantes do setor automotivo para estudar ações, no âmbito do governo federal, que ajudem as empresas a manter o atual patamar de produtividade de exportação e os empregos que gera. Mantega, que participou de uma reunião do conselho da Febraban, em São Paulo, também afirmou que o governo pode ajudar indiretamente a Volkswagen, companhia que anunciou nesta semana a previsão de um corte de cerca de 6 mil postos de trabalho. "Temos que estudar a situação, mas, certamente, o setor automobilístico é muito importante para o País. Estamos interessados em criar as condições para que esse setor continue exportando", disse.Segundo Mantega, as exportações de automóveis caíram 10% nos primeiros meses de 2006, o que é um fato "preocupante". "Vamos estudar quais são as ações que vamos fazer para melhorar as condições deste setor."Para o ministro, o problema não está ligado à competitividade ou à eficiência do setor, mas ao patamar de valorização do câmbio. "O que está diminuindo a competitividade desta indústria é o câmbio, que está se desvalorizando em uma velocidade desconfortável. Se pudermos atenuar isso, a partir de outros mecanismos, faremos", disse, sem detalhar que mecanismos seriam estes.Mantega ainda informou que a situação específica da Volks preocupa o governo, que também estudará ações que possam solucionar a crise que a montadora atravessa. "A nossa preocupação é impedir que a Volkswagen feche as portas ou que diminua sua produção no Brasil. E acho que nós podemos estudar as soluções para isso", ressaltando, entretanto, que nenhuma medida tomada afetará o erário público.De acordo com o ministro, não há empecilhos para que a empresa recorra ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desde que continue honrando os contratos estabelecidos. "Se houver algum retrocesso na Volkswagen em função do empréstimo dado pelo BNDES, ela não vai receber o dinheiro ou vai devolver o dinheiro", finalizou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.