Mantega diz que governo não cogita prorrogar IPI menor para carros

Ministro afirmou que não há sentido que ocorram demissões, mas salientou que não cabe à Fazenda administrar conflitos específicos trabalhistas, como o da GM

Adriana Fernandes, Célia Froufe e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

31 de julho de 2012 | 12h27

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira, após reunião com o diretor da General Motors (GM), Luiz Moan, que não está em cogitação, neste momento, a prorrogação da redução da alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automotivo. O benefício vale até o fim de agosto. "Aquilo que combinamos é aquilo que estamos cumprindo", disse o ministro.

Mantega disse que está satisfeito com os números de emprego no setor automotivo e considera que foi cumprido o compromisso das montadoras de manterem o nível de ocupações em troca da redução do IPI por um período de três meses.

Segundo o ministro, serão avaliados os resultados das medidas, mas ele considerou que o balanço até agora é "muito positivo". Ele lembrou que houve uma reação forte das vendas de veículos e que, provavelmente, julho terá venda recorde para o mês, de cerca de 360 mil unidades.

Mantega advertiu, entretanto, que o governo brasileiro está verificando se houve aumento da oferta de trabalho na indústria automobilística e avaliou que não há sentido que ocorram demissões. "Verificamos que a GM está com saldo positivo de empregos. Isso não significa que não houve demissões. Há problemas localizados em algumas fábricas", afirmou.

Mesmo assim, o ministro disse que não cabe ao ministério administrar conflitos específicos trabalhistas. "Isso cabe ao Ministério do Trabalho. No caso de todas as empresas do País, não é só da General Motors. O Ministério deve procurar atenuar e até superar problemas. Isso é função do Trabalho, e não da Fazenda", disse.

Na semana passada, o Ministério do Trabalho intermediou diretamente as negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a montadora em relação à possível demissão de 1,5 mil funcionários nessa planta.

Novo Regime Automotivo

O ministro da Fazenda explicou que existe um acordo de expansão do emprego com as montadoras dentro do Regime Automotivo, que entrará em vigor em janeiro de 2013. "Estamos falando de investimentos novos, processamentos tecnológicos e de inovação, e isso vai implicar em mais investimento e emprego, que são dois grandes objetivos que o governo tem", disse Mantega.

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