Mantega diz que irá propor reforma imediata do FMI

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse esta noite que irá levar amanhã, na reunião de ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G-20, a proposta de iniciar imediatamente a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, o presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defende que a reforma comece a ser feita a partir de 2011.

LUCIANA XAVIER, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

22 de abril de 2010 | 21h18

Mantega disse que irá pedir amanhã ao G-20 para que seja elaborada uma "boa proposta" de reforma a ser apresentada na reunião do grupo em junho. "Vamos aproveitar o G-20 forte para não correr o risco de amanhã termos de começar tudo de novo", disse o ministro.

Mantega explicou que seria importante começar a reforma agora com a atual composição do G-20 e do FMI, pois, após as eleições e possíveis mudanças nos quadros de representantes dos países, haverá o risco de a reforma não avançar. Na avaliação dele, seria importante começar a reforma agora para finalizá-la no início de 2011.

O ministro voltou a dizer que apoia uma reforma no sistema financeiro mundial, mas ressaltou que as instituições brasileiras não precisam necessariamente receber as mesmas taxações dos bancos dos Estados Unidos, por exemplo. Ele observou que Grã-Bretanha, EUA e FMI já possuem propostas de reforma no sistema financeiro. "Nossos bancos não contribuíram para essa crise", disse, ao deixar o prédio do FMI em Washington.

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