Mantega diz que nada muda no Banco Central

O novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou no final da tarde desta terça-feira que não haverá mudanças na equipe do Banco Central. "A atribuição de nomear ou não nomear o presidente do Banco Central é do presidente da República. Então nada muda em relação ao Banco Central", afirmou Mantega em entrevista coletiva.No início da tarde, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, já havia dito que ficaria na presidência do BC. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Sila teria garantido que a autonomia do Banco Central será mantida. Diante disso, Meirelles afirmou que o Banco Central continuará fazendo seu trabalho com o objetivo de atingir as metas de inflação estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).Mantega afirmou também que está sintonizado com o presidente do Banco Central. "Não há nenhum mal-estar com o Meirelles", afirmou. Ele destacou que suas relações com o presidente do BC têm sido "cordiais e muito civilizadas." Mantega comentou que chegou a conversar, por telefone, com Meirelles, que os dois conversam sempre e que acertou um encontro com ele para breve, tão logo termine a agitação dos primeiros momentos no cargo.Ele lembrou que foi colega de Meirelles no CMN, quando ministro do Planejamento, durante quase dois anos. "Posso até ter tido alguma divergência com ele, no CMN, mas nem lembro mais qual", disse o ministro.Política econômica mantidaMantega afirmou ainda, após questionamento se promoveria quedas mais acentuadas da taxa de juros, que sua prioridade será fazer uma "boa gestão econômica em 2006 e terminar o mandato do presidente Lula de forma vitoriosa". Ele reafirmou o compromisso de manter a política econômica atual, e disse querer contribuir para ajudar o Brasil a continuar na rota do crescimento sustentado.Mantega avaliou que 2006 tem todos os elementos para ser um ano bastante favorável para a economia, com um crescimento de pelo menos 4%. Sobre a continuidade da política econômica em um eventual segundo mandato de Lula, Mantega afirmou que sua estratégia está voltada apenas para 2006.Este texto foi alterado às 17h16, com inclusão de informações.

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