Mantega diz que não viu críticas de Mercadante ao BC

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, evitou comentar as críticas do senador petista Aloizio Mercadante à política monetária, conduzida pelo Banco Central, durante audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Não vi as críticas. Estava reunido e não pude ver as críticas", limitou-se a responder Mantega, ao ser abordado por jornalistas ao sair do Ministério da Fazenda. A sessão desta terça-feira no Senado serviu para acentuar as divergências entre o BC e Mercadante. O senado cobrou do presidente do BC, Henrique Meirelles, uma explicação sobre a redução do ritmo de cortes de juros decidida na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). "Há espaço para uma queda acentuada dos juros. Não há argumento que justifique a desaceleração do ritmo de cortes", afirmou Mercadante.Na reunião de 23 e 24 de janeiro deste ano, o Copom reduziu a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,25 ponto porcentual, para 13% ao ano. Nas reuniões anteriores, durante o ano passado, o Copom vinha reduzindo os juros em 0,5 ponto porcentual a cada encontro.Durante sua exposição, Mercadante lembrou que a inflação do Brasil está abaixo dos níveis verificados em outros países emergentes. De acordo com Mercadante, a inflação brasileiras tem permanecido persistentemente abaixo da meta por 10 meses seguidos. Ele também lembrou que as expectativas de mercado para o comportamento da inflação deste ano e dos próximos seguem abaixo da meta já há 9 meses.O presidente do BC disse, em resposta aos comentários, que o importante é analisar os resultados da política monetária neste momento de acerto monetário mundial. Segundo Meirelles, o Banco Central do Brasil tem conseguido reduzir os juros num momento em que vários países estão parados ou elevando as suas taxas."O Banco Central concorda em que há um cenário positivo. Tanto, que reduziu os juros quando a maior parte do mundo está parada ou aumentando os juros. O Copom também considera que a preservação das conquistas se tornou importante", disse Meirelles, para justificar a decisão do BC de reduzir o ritmo de queda da taxa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.