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Mantega diz que política econômica vai muito bem

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, não vê qualquer problema para o País preservar o superávit primário de 4,5%, perseguir a meta da inflação de 5,5%, conseguir crescer 3,5% este ano e prosseguir reduzindo os juros, que ele estima que ficará em 13% nominais em dezembro - cerca de 7% reais. O otimismo do ministro foi manifestado em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, quando ele também garantiu que o aumento do funcionalismo e do salário mínimo não irão influir no superávit primário prometido pelo governo, da ordem de 51 bilhões de reais. Ele explicou que o grosso desses reajustes já está previsto no orçamento, mas não quis dizer qual será o valor do salário mínimo e lembrou que o aumento não poderá ser elevado, pois arrebentaria as contas das pequenas prefeituras e aumentaria o déficit da Previdência.Sem medo de choque externoO ministro disse não temer a ocorrência de novos choques externos, que poderiam afetar substancialmente a economia brasileira. Neste sentido, argumentou que a agência de risco Fitch acaba de manter a classificação do Brasil no mesmo patamar de sua avaliação anterior, o que significa que os fundamentos macroeconômicos do País são bons. "As coisas estão sob controle no Brasil. A inflação está no patamar de 5,5%,6%, que é uma das melhores de todos os tempos."Dívida externa e reservasMantega acrescentou que a dívida pública está controlada e vem diminuindo em relação ao PIB. E garantiu que as contas externas estão indo muito bem. "Ou seja, o Brasil já está acumulando reservas, com mais de 50 bilhões de dólares (dos quais 30 bilhões devidos ao acordo com o FMI), e isso vai diminuindo a nossa vulnerabilidade externa. Então, com este conjunto de fatores, acredito que a avaliação da agência Fitch foi exemplar. O Brasil continua um país sólido e interessante aos investidores."

Agencia Estado,

20 de abril de 2004 | 07h38

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