Mantega diz que se sente promovido no BNDES

Questionado se não estaria sendo rebaixado na hierarquia do governo ao deixar um ministério e ir para uma instituição que é subordinada a outra pasta, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, brincou: "Saio para um cargo que tem R$ 60 bilhões para liberar. Antes, eu estava em um cargo em que tinha que contingenciar. Isso para mim é uma grande promoção", afirmou.No entender do ministro, o BNDES tem acompanhado o processo de crescimento da economia do País. "O banco já liberou este ano R$ 38 bilhões, superando o volume registrado em 2003. Esse é um processo crescente e uma de nossas metas é viabilizar a liberação de todos os R$ 60 bilhões do orçamento de 2005", afirmou. Na opinião do ministro, as diferentes maneiras de administrar os diversos mecanismos da economia de cada área se deve às particularidades de cada um desses segmentos.O novo presidente do BNDES assume o comando da instituição mantendo o prestígio de ministro e vai se reportar diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A relação direta com o Planalto foi uma das principais fontes de atrito político do seu antecessor, o economista Carlos Lessa, com o Ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. "Será um trabalho em equipe - essa é a determinação do presidente", disse Mantega, evitando durante toda a entrevista admitir a subordinação ao Desenvolvimento.O presidente indicado não quis adiantar qual será a sua diretoria. Embora tenha dado indicações claras de que o atual vice-presidente Darc Costa será substituído, Mantega evitou antecipar nomes. A sua afirmação de que o vice escolhido será de sua inteira confiança é uma indicação de que o seu assessor especial no Planejamento Antônio Barros de Castro e o chefe da assessoria econômica do ministério, Demian Fiocca, deverão acompanhá-lo.

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