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Mantega diz que Selic deve continuar registrando quedas

Guido Mantega, ministro da Fazenda Guido Mantega, recebeu com satisfação, na quarta-feira, as notícias de que o Banco do Brasil havia cortado as taxas de juros do cheque especial, do cartão de crédito e do crédito direto ao consumidor, em coerência com o corte de 0,5 ponto porcentual da taxa de juros básica, a Selic. Na reunião de quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa de 14,25% ao ano para 13,75%. Apesar da queda da taxa de juros, que está no menor nível nominal dos últimos 12 anos, Mantega acha que a taxa de juros ainda está elevada para uma economia como a brasileira. Porém ponderou que a taxa "vem caindo desde setembro de 2005, portanto caminha para um patamar adequado. É uma questão de tempo", afirmou."Temos hoje o preço do petróleo caindo, os preços dos combustíveis em baixa, os preços administrados e os preços livres com comportamento benigno, a própria taxa cambial ajuda a ter inflação mais baixa. Todos os determinantes da inflação indicam para uma taxa baixa. Então, continuará havendo uma redução", previu o ministro.Segundo Mantega, "o Copom está prosseguindo na sua trajetória de redução da taxa de juros no Brasil, numa posição totalmente coerente com o regime de meta de inflação. Como a inflação tem um comportamento benigno, caindo, se mantendo dentro dos patamares esperados, então o Copom reagiu à altura e reagiu a taxa. Portanto, estamos com a menor taxa nominal dos últimos 12 anos", afirmou.Política monetáriaNum eventual segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou Mantega, a política monetária continuará a mesma, mas as taxas poderão cair mais rapidamente porque não há mais a missão de derrubar a inflação, como foi no primeiro governo. "Uma das diferenças fundamentais do primeiro mandato para o segundo é que no primeiro tínhamos de baixar a inflação para patamares razoáveis, porque a inflação era elevada e era difícil ter um crescimento equilibrado, com uma inflação sob controle. Havia o risco de acelerar o crescimento e ter uma alta da inflação", afirmou o ministro.Para ele, "feito esse trabalho de ajustamento monetário, passamos para uma segunda fase onde a política monetária é muito mais flexível. Daqui para frente, é caminhar em direção a uma taxa de juros compatível com outros países emergentes com o mesmo grau de desenvolvimento do que o Brasil", afirmou.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2006 | 08h54

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