Eliara Andrade/Estadão
Eliara Andrade/Estadão

Mantega diz que vitória de Dilma mostra que população aprova política econômica

Ministro da Fazenda afirma que volatilidade dos mercados nesta segunda-feira é também influenciada pelo cenário externo; Mantega evitou comentar nome de possível sucessor

Victor Martins, Renata Veríssimo, Laís Alegretti, Agência Estado

27 de outubro de 2014 | 13h42


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira, 27, que está feliz com o resultado das urnas e com a reeleição de Dilma Rousseff. Segundo ele, com o fim da disputa tudo fica mais fácil. Ele disse que após o pleito há o fim da paixão e a volta da racionalidade. "Isso (o resultado das urnas) mostra que a população está aprovando a políticas que estamos praticando", disse.

O ministro argumentou ainda que as eleições provocam volatilidade nos mercados, mas não exclusivamente. "Hoje, todas as bolsas estão caindo. Vocês não vão me dizer que é pelo processo eleitoral no Brasil", disse. "Como está tendo queda de commodities no mundo, afeta as ações brasileiras. As eleições também afetam a Bolsa. Causam volatilidade de todo tipo. Com o fim da eleição esse cenário tende a amainar", defendeu.

A Bovespa opera em queda de 3,49% no início da tarde, depois de ter recuado mais de 6% pela manhã. As ações ordinárias (ON) da Petrobrás, fortemente influenciadas durante toda a eleição pelo noticiário político, recuavam 12,29%, cotadas a R$ 13,77. As preferenciais (PN) tinham baixa de 13,99%, negociadas por R$ 14,03. No pior momento, as ações chegaram a cair próximo a 15%.

Segundo Mantega, a própria discussão econômica fica mais exacerbada durante a eleição. Ele observou ainda que os pessimistas ficam mais pessimistas e, os otimistas, mais otimistas. "Terminada a eleição, esse cenário tende a se acalmar. Já há uma volta do otimismo da economia", disse.

Mantega apresentou números para argumentar que está aumentando o otimismo na economia brasileira. "O Datafolha da semana passada indicava que o brasileiro está ficando mais otimista com a economia. É uma pesquisa eleitoral. Em plena eleição foi detectada melhora do humor do brasileiro", afirmou.

Questionado sobre quem será seu sucessor, Mantega não quis responder. Disse que a pergunta deveria ser direcionada para a presidente Dilma Rousseff. "Não cabe a mim falar em nome de ministros nesse momento", afirmou. Segundo ele, essa entrevista foi convocada para falar de propostas.

Contas públicas. Mantega disse que o governo vai reforçar "o lado fiscal". "Já temos perspectiva para 2015 de um resultado fiscal mais forte. Vamos continuar nos esforçando para aumentar a transparência da execução fiscal. Isso tem avançado bastante", afirmou.

O ministro disse, após essa afirmação, que esse é o rumo que está estabelecido. "Em 2014, vamos nos empenhar para fazer a melhor meta possível de fiscal e temos de olhar para o próximo ano", disse. "Nos empenharemos para fazer esforço fiscal maior em 2015 e para os próximos 4 anos".

Mantega citou ainda que é prioridade manter a inflação sob controle, continuar gerando empregos e manter o mercado interno em expansão. "Para aumentar empregos no País, tem que manter estímulo ao investimento. Temos que criar condições para que o investimento continue crescendo no País", afirmou.

"Temos que fortalecer as empresas brasileiras e estimular o mercado de capitais. Temos também que manter o sistema financeiro sólido, que financia a expansão da economia e do consumo", afirmou.



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