Fabio Motta/AE
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Mantega elogia BB e diz que instituição está baixando juros

Após reunião com presidente do banco, ministro diz que encontro não serviu para 'dar puxão de orelhas'

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

19 de maio de 2009 | 16h01

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou nesta terça-feira, 19, o encontro com o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e afirmou que a reunião não serviu para "dar um puxão de orelhas" na direção da instituição. O encontro, segundo Mantega, foi realizado para que o BB atualizasse os dados das atividades da instituição.

 

Ao final da apresentação, Mantega afirmou que o BB merece elogios por estar concedendo mais crédito que os concorrentes privados e porque o BB tem reduzido as taxas de juros das principais linhas de crédito.

 

Reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta terça-feira afirma que as taxas de juros praticadas pelo BB nas quatro principais operações para pessoas físicas - cheque especial, crédito pessoal, aquisição de bens e aquisição de imóveis - registram altas semanais desde o dia 15 de abril. O levantamento toma como base o acompanhamento diário realizado pelo Banco Central dos juros praticados no mercado.

 

O governo nomeou em 8 de abril Bendine para a presidência da instituição pois o presidente Lula estaria insatisfeito com a lentidão da queda dos juros praticados pelo banco.

 

Justificativas

 

Bendine explicou que o aumento das taxas de juros apresentadas no ranking ponderado pelo Banco Central pode ser explicado por dois fatores. Logo após reunião com o ministro da Fazenda, o executivo explicou que a alta das taxas na lista do BC reflete o aumento do risco relacionado às operações de crédito e o alongamento dos prazos realizado pela instituição.

 

Ele explicou que o ranking do BC pondera as taxas conforme as operações contratadas efetivamente pelos clientes. Feita essa conta, as taxas apresentadas no estudo do BC porque houve procura maior por linhas de crédito com maior risco. Um desses exemplos é a maior demanda pelo financiamento para a compra de eletrodomésticos. Esse tipo de linha tem, por exemplo, risco maior de inadimplência que o crédito consignado.

 

Outro fator que influenciou o aumento das taxas do BB é o alongamento dos prazos. Com prazos maiores, os empréstimos acabam tendo taxa maior porque o prazo do empréstimo é maior.

 

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