Mantega espera que G-20 proponha maior regulação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse esperar que a reunião do G-20 - grupo das 20 maiores economias do mundo - proponha medidas mais rígidas para regular a economia mundial, sugerindo testes de estresse anuais para os bancos e uma supervisão maior sobre os mercados de futuros e derivativos. Os líderes do G-20 reúnem-se amanhã e sexta-feira em Pittsburgh. A regulação maior vai "trazer mais confiança aos mercados para evitar a próxima crise", disse Mantega. Os maiores bancos do mundo poderão ser submetidos a testes de estresse anuais para que se verifique a solidez de suas operações, acrescentou.

MARCÍLIO SOUZA, Agencia Estado

23 de setembro de 2009 | 13h17

Mantega disse que também espera que o G-20 sugira regras para os mercados de futuros e derivativos, como a imposição de limites de alavancagem, semelhantes aos parâmetros já utilizados para outras atividades bancárias. Ele acrescentou que o G-20 também poderia propor limites para os pagamentos de bônus de executivos do alto escalão dos bancos. O sistema de bônus, segundo ele, "motivou operações bancárias audaciosas".

Mantega disse esperar que os líderes do G-20 discutam o reequilíbrio da economia mundial e uma possível mudança da forma como o Fundo Monetário Internacional (FMI) monitora a economia global. Ele disse também que espera que a reunião em Pittsburgh estabeleça o G-20 como o fórum econômico mais importante do mundo.

Mercado de capitais

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o mercado de capitais do Brasil está "voltando com força". Ele afirmou que o sistema financeiro do País é forte, com bancos públicos sólidos e eficientes. Além disso, a oferta de ações pela unidade brasileira do Santander deverá ser o maior IPO (como a oferta primária do Santander vem sendo tratada) do mundo este ano. Os bancos brasileiros têm apresentado taxas maiores de retorno sobre investimentos do que os bancos dos EUA, e os bancos públicos atuaram quando as instituições privadas reduziram o crédito durante o auge da crise, disse Mantega.

"O setor (bancário) público está liderando a queda das taxas de juros sem afetar a lucratividade", disse ele. "O objetivo é oferecer mais crédito." Ele acrescentou que a inflação não é uma preocupação imediata no Brasil, já que a demanda segue fraca. O gasto público, segundo ele, está sob controle, com uma queda esperada da relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, o governo espera que o Congresso comece a trabalhar num projeto para limitar as despesas com pessoal ainda este ano. As informações são da Dow Jones.

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