Mantega evita comentar pacote e deixa avaliação para analistas

Ministro da Fazenda não quis falar sobre repercussão negativa da taxação do IOF para capital estrangeiro

Renata Veríssimo, Agência Estado

13 de março de 2008 | 13h40

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, evitou comentar a repercussão negativa do mercado para a taxação de 1,5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o capital estrangeiro investido em renda fixa e títulos públicos. "Agora, o momento é de deixar os analistas avaliarem as medidas para ver a repercussão. Vamos dar um tempo para que haja um amadurecimento", afirmou o ministro ao deixar o Ministério da Fazenda para fazer uma visita de cortesia à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie.  Veja também:Mercado reage a Copom e pacote; crise nos EUA pressionaCom pessimismo, Bovespa abre em queda de 2,54% Governo anuncia medidas para conter queda do dólarFundo Carlyle Capital está perto do colapsoBCs atuam para ajudar mercado de créditoESPECIAL: Preço do petróleo em altaO sobe e desce do dólar Entenda a crise nos Estados Unidos   Veja os efeitos da desvalorização do dólar Nesta quinta-feira, 13, o mercado de juros futuros abriu em forte alta e mantém o viés positivo nos contratos com taxas pós-fixadas (DIs) sob o efeito da notícia de que o capital estrangeiro será tributado com IOF, com o objetivo de conter a valorização cambial. Analistas consideram que a medida pode ter efeito limitado sobre o preço do dólar. Mas, certamente, afetará em cheio o apetite do investidor estrangeiro pelos títulos do Tesouro. Além de elevar o custo da operação para o estrangeiro, a medida dá uma sinalização negativa, principalmente porque o ministro da Fazenda já avisou que, se for o caso, elevará a alíquota, fixada em 1,5%. Essa decisão eleva o custo de rolagem da dívida mobiliária pelo Tesouro e, por isso, contribui para a alta das taxas futuras de juros. Vale lembrar que são os estrangeiros os principais "clientes" dos títulos públicos de longo prazo. Às 13h34, o DI com vencimento em janeiro de 2009 saltava de 12,02% ao ano ontem para 12,17% ao ano hoje. O DI com vencimento em janeiro de 2010 passava de 12,81% ao ano ontem para 13,04% ao ano hoje.

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