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Mantega exige mudanças para País pôr mais recursos no FMI

Na semana que embarca para a reunião de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mandou um claro recado aos países avançados, principalmente aos europeus. O Brasil não colocará recursos adicionais no Fundo sem que esse dinheiro seja transformado em mais participação do País nas decisões do organismo internacional. O ministro também exige que a Europa faça o dever de casa para blindar a economia mundial dos efeitos da crise na zona do euro.

RENATA VERÍSSIMO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2012 | 03h06

A reunião do Fundo ocorrerá no sábado e terá dois principais assuntos em pauta, segundo Mantega: se os países europeus estão fazendo o que deveriam para evitar que a crise se alastre para o resto do mundo e se haverá um novo aporte dos países que integram o FMI para socorrer a Europa.

O ministro subiu o tom ao avisar que o Brasil não colocará mais recursos no Fundo, que beneficia principalmente os países avançados, sem que haja um "firme comprometimento" do FMI em levar adiante as reformas decididas. "Já aprovamos essas reformas e eu sinto uma certa reticência dos países europeus. Eles querem dinheiro, mas não querem levar adiante as reformas."

O ministro mostrou total insatisfação com a gestão de Christine Lagarde como diretora-gerente do Fundo. Ele lembrou que o Brasil apoiou a candidatura da francesa em troca do compromisso de dar continuidade às reformas. "O FMI está demorando para fazer as reformas que darão mais participação, mais poder de decisão aos países emergentes e está dando sinais de que não vai cumprir a agenda (de reformas) que aprovamos na reunião de Seul."

Durante a reunião de Primavera, os países que integram o Fundo terão a tarefa de decidir o valor do aporte adicional para reforçar os recursos destinados a socorrer os países europeus. O FMI calculou no início deste ano que seriam necessários mais US$ 1 trilhão. Metade seria dos próprios países da Europa e o restante do FMI, por meio dos países sócios do Fundo, com um acréscimo de mais US$ 100 bilhões para compor as garantias.

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