Mantega: FMI elevou cota do Brasil de 1,4% para 1,7%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de elevar a cota do Brasil junto ao fundo de 1,4% para 1,7%. "Parece pouco, mas não é" disse, avaliando que o aumento foi expressivo. "Foi de mais de 20%". Segundo ele, a decisão "importante" eleva em geral a participação dos países emergentes nas decisões do FMI, mas destacou que o Brasil foi um dos mais contemplados pela mudança de critérios. Ele explicou que foi dado maior peso para o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e do PIB em valores de paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês). De acordo com Mantega, o resultado prático da elevação da participação do Brasil no fundo é que será mais fácil para o País ter seus pedidos aceitos.Mantega disse ainda que o aumento da participação do Brasil no FMI terá um custo. "Teremos de integralizar U$ 2 bilhões", ressaltou Mantega. O ministro não informou em quanto tempo o pagamento deverá ser feito, nem de onde sairão os recursos; segundo ele, o montante deverá sair dos recursos orçamentários, mas o ministro não deu detalhes.O ministro da Fazenda destacou que a tese de aumento de participação dos emergentes no FMI vinha sendo defendida há anos, e fez questão de sublinhar as dificuldades de tal mudança. Ele lembrou que, para elevar a cota de um país, é preciso que a de outros países seja reduzida. "É um pleito de muitos anos", enfatizou. Para Mantega, o resultado é uma vitória dos Estados emergentes, fruto de um trabalho de anos. Mantega enfatizou o "empenho" do papel do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss Khan. "Foi um passo decisivo e devemos agradecer."Mantega destacou que o Brasil lidera um grupo de nove países. "Teremos peso maior nas decisões do fundo" comemorou. Segundo ele, a mudança é o reconhecimento do maior poder político econômico dos países em desenvolvimento, e destacou que "este é um primeiro passo e não o último"A decisão deverá ser referendada pela diretoria do FMI, em uma reunião que ocorrerá em abril, em Washington. Mantega destacou que estará presente no encontro. "Consideramo-nos contemplados neste primeiro momento, disse ele, ao ressaltar, entretanto, que uma nova revisão das cotas de participação do fundo deverá ocorrer em cinco anos.

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