Mantega: Fundo Soberano será gerido pelo Tesouro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou hoje que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) será gerido pelo Tesouro Nacional. Após ser aprovada a lei que cria o fundo, Mantega explicou que também será formalizado um decreto sobre quais serão exatamente as funções do Tesouro, já antecipando que, num primeiro momento, ele aplicará os reais economizados em títulos públicos. O ministro também voltou a dizer que o modelo do fundo soberano construído pelo Brasil é diferente dos encontrados em outros países do mundo porque cada nação busca satisfazer suas necessidades. Ele lembrou que apesar de ser baixa no Brasil comparativamente a outros emergentes a inflação é algo que está no foco do governo e que grande parte da alta dos preços vem do exterior. "Pode ser que diversifiquemos as aplicações no futuro, mas é preciso avaliar as condições do mercado em cada momento. Não posso dizer, por exemplo, que daqui a seis meses vamos comprar dólar", considerou.Mantega afirmou que as operações realizadas pelo fundo serão transparentes e que, prova disso, é que a cada seis meses o Tesouro enviará relatórios explicativos ao Congresso. Ele não descartou ainda a possibilidade de o volume dos recursos que comporão o fundo ser ampliado no futuro. "Ele poderá aumentar de tamanho se houver mais poupança; poupança nunca é demais", disse, acrescentando, no entanto, que a decisão do presidente Lula é a de que num primeiro momento os recursos sejam apenas de 0,5% do PIB. Ele ainda afirmou que a poupança extra prevista pelo governo não prejudicará nenhum projeto prioritário do governo, como os programas sociais ou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "É claro que algum ajuste de gastos vamos fazer", previu. Questionado sobre qual rubrica seria atingida nessa economia, ele sinalizou que provavelmente será a de custeio.

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