Mantega: G-7 não tem razão de existir sem emergentes

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que o G-7, grupo que reúne sete nações industrializadas, não tem razão para existir se não abrigar, no mínimo, os países conhecidos pela sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), "os grandes países emergentes, que detêm peso econômico muito importante". O G-7 é formado por EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão."Há algum tempo tenho dito que já está na hora de ampliar o G-7 para um G-8, G-10, ou G-11", afirmou em entrevista coletiva à imprensa, na sede do Fundo Monetário Internacional, em Washington. "Nós (Brasil) nos recusamos a participar deste fórum (G-7) como convidados para tomar o cafezinho. Só para participar de meia hora da discussão e ir embora na parte mais significativa."Mantega ainda citou orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre esta decisão quanto às reuniões do G-7. "O presidente Lula já afirmou que nós não iremos mais para participar à margem da discussão principal. Só iremos como participantes plenos da discussão", afirmou.Mantega enfatiza que a inclusão de países emergentes ao G-7 faz com que as resoluções do grupo sejam "mais efetivas". "É importante que todos estejam compartilhando das decisões, pois serão mais eficazes. G-11 ou G-12 será mais eficiente do que um G-7, pois terá participação da China, Índia, com peso econômico mundial reconhecido."

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