Mantega: governo Lula valorizou mínimo em um contexto de alta de emprego

Ministro da Fazenda está no Congresso para discutir o reajuste do salário mínimo 

Renata Veríssimo e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado

15 de fevereiro de 2011 | 16h22

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está na Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira, 15, que veio ao Congresso para "defender a política de valorização do salário mínimo que defende o Governo Federal". Segundo ele, o ex-presidente Lula praticou uma política de valorização do mínimo que não foi isolada. Se deu num contexto de valorização dos salário de todos os trabalhadores, disse ele.

Mantega lembrou que também houve uma política de geração de emprego no governo Lula. O ministro afirmou que a política econômica adotada aumentou a taxa de crescimento do País, com geração de emprego. "O crescimento se traduziu num forte aumento de emprego no País que beneficiou os trabalhadores", disse.

Segundo ele, as medidas anticíclicas adotadas durante a crise incitaram os setores que mais empregam. Em 2009, ano de crise, enquanto outros países estavam despedindo trabalhadores, como nos EUA e na Europa, o Brasil, destacou o ministro, aumentou o nível de emprego em 1,6 milhão.

Em 2010, foram gerados 2,525 milhões de empregos. "Isso levou o País a um nível de desemprego muito baixo", afirmou Mantega. Segundo ele, o desemprego é o mais baixo da história. Para ele, este é o cenário mais favorável porque é quando o empregador vai atrás do empregado e oferece salários mais altos.

Ele afirmou também que o governo do presidente Lula aumentou os gastos sociais, que elevou o poder aquisitivo da população. "Nós também aumentamos os gastos com investimentos", disse. Mantega afirmou que a transferência de renda aumentou de 6,8% para 8,8% do PIB em 2010, mesmo com o PIB crescendo. 

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