Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Mantega: governo não cogita cobrar IOF de estrangeiro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje, em entrevista à Agência Estado, que o governo não cogita implantar a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para "nenhuma modalidade" de ingresso de capitais no País. "Existe a entrada de capital, mas essa entrada é vista como fato positivo", disse o ministro. Segundo ele, esse movimento de capitais demonstra que o Brasil é um país seguro.

BEATRIZ ABREU, Agencia Estado

29 de maio de 2009 | 13h23

Mantega disse que a Fazenda não cogita mexer no IOF neste momento, principalmente para títulos públicos. "A captação para títulos públicos também é importante para o Tesouro." Segundo o ministro, os recursos externos que estão vindo para o Brasil buscam a Bolsa ou investimentos diretos.

Ele explicou que o ingresso para a Bolsa de Valores deverá proporcionar o aumento de capitais que facilitará a realização da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) por empresas brasileiras, o que ele acredita que acontecerá em breve. E estes recursos são os mais baratos para isso, disse.

Já o fluxo de recursos que segue para a renda fixa é baixo, na avaliação do ministro. "Não justificaria neste momento a implantação do IOF." Questionado sobre a posição do governo na eventualidade de uma enxurrada de dólares para o Brasil, Mantega respondeu: "Aí, o governo vai analisar. Hipoteticamente, pode-se pensar sobre qualquer coisa."

Mantega reiterou que o governo não tem interesse em reduzir o fluxo de capitais para o País e citou que a conta financeira "só ficou positiva agora". Ele lembra que outros países tiveram saída de capitais. "O Brasil tem a vantagem de ter entrada de capitais", afirmou. "Portanto, não é o caso de interromper esse fluxo agora."

Tudo o que sabemos sobre:
IOFdólaresGuido Mantega

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.