Mantega: governo vai cumprir meta fiscal de 3% do PIB

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o superávit primário do governo central acumulado de janeiro a junho deste ano, de R$ 55,52 bilhões, é bem maior do que os R$ 24,89 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O ministro reafirmou que o avanço da arrecadação não será utilizado para aumentar as despesas que, segundo ele, estão crescendo em ritmo menor do que as receitas.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

25 de julho de 2011 | 16h38

De acordo com Mantega, a arrecadação subiu 19,3% de janeiro a junho deste ano contra 10,8% de avanço das despesas. No primeiro semestre do ano passado, as receitas subiram 19,2% ante avanço de 18,2% dos gastos públicos. "Temos como princípio que as despesas cresçam menos do que o avanço registrado pela economia (PIB)", afirmou.

Em entrevista a jornalistas, após participar de almoço com empresários, Mantega destacou a boa evolução da arrecadação e foi enfático ao afirmar que o governo não vai relaxar no cumprimento da meta do superávit primário que, segundo ele, será de 3% do PIB. "Posso garantir que não vamos usar o aumento da arrecadação para elevar as despesas. Não vamos liberar novas despesas com aumento de arrecadação", afirmou, ressaltando que excesso de receitas eventualmente poderá ser direcionado para desoneração tributária da sociedade.

Mantega destacou que o rigor fiscal do governo é um dos principais elementos que está colaborando para reduzir o ritmo da inflação medida pelo IPCA. "Há um pouso suave da inflação. Todos os indicadores mostram que a inflação de junho é menor do que a de maio", ressaltou. Mantega, contudo, afirmou que como o combate a inflação é prioridade número um do governo o Banco Central continua com total liberdade para agir para cumprir as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). "Se o Copom vai continuar elevando ou não os juros isso precisa ser perguntado ao Banco Central", concluiu.

Mantega afirmou que o "combate a inflação é uma questão de honra para o governo. O Brasil seguirá empenhado no controle da inflação e vai continuar a tomar todas as medidas necessárias para que isso ocorra". O ministro afirmou que o IPCA de julho deve ter um número parecido com o do IPCA-15, que subiu 0,10% neste mês.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.