Mantega: há consenso no G-20 sobre reforma financeira

Após chegar à conclusão de que o mundo está saindo da crise melhor do que se esperava, o empenho do G-20 agora é evitar uma nova crise de grandes proporções. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participou hoje da reunião com ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 e também dos países do BRIC, disse que as discussões ao longo do dia estiverem em torno das reformas, seja do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou do sistema financeiro global.

LUCIANA XAVIER, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

23 de abril de 2010 | 20h00

"É preciso evitar próximas crises e não vamos relaxar até estabelecer uma nova estrutura financeira mundial. Há consenso no G-20 sobre a necessidade de uma reforma financeira, mas entre o BRIC há divergências em alguns detalhes, pois nossos sistemas reagiram diferente à crise", afirmou o ministro em Washington, no início desta noite.

O detalhe ou entrave maior é a possibilidade de uma taxação mundial dos bancos, que os emergentes não querem, e que seriam "insistência de alguns países", como o Reino Unido, disse o ministro. Segundo ele, emergentes em situação econômica mais sólida, como o Brasil, tem sistema financeiro pouco alavancado e não estava envolvido com problemas de hipotecas subprime (segunda linha). Para Mantega, no entanto, é possível aumentar, de um modo geral, a exigência de aporte de capital para operações de maior risco, assim como estabelecer maior controle das operações de derivativos e maior transparência nas transações de balcão. Segundo o ministro, é necessário criar mecanismo que impeçam "operações nebulosas", como as que resultaram nas denúncias de fraude no banco Goldman Sachs.

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