Mantega: há uma inflação internacional de commodities

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje no 20º Fórum Nacional, na sede do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio, que "estamos hoje diante de uma inflação internacional de (matérias-primas) commodities". De acordo com ele, o Brasil está com a inflação menor que a maioria dos países emergentes do mundo e a mais baixa entre os Brics (bloco econômico formada por Brasil, Rússia, Índia e China). "Tirando alimentos, a inflação está em 3,03%", disse Mantega, referindo-se ao acumulado em 12 meses do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "A inflação interna do Brasil, estrutural, é essa de 3,03%. O resto é alimentos, inflação que vem de fora", declarou. De acordo com ele, "tirando alguns elementos, temos uma inflação bem razoável". Mantega afirmou que a inflação sob controle é prioridade do governo e que já foram tomadas medidas para contê-la. Ele citou a desoneração da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina e diesel e de outros impostos sobre trigo e derivados. "Estamos dando forte estímulo à produção agrícola", disse. De acordo com ele, existe uma demanda forte por alimentos e também há especulação no mercado de commodities. Segundo Mantega, a inflação no mundo não é só de alimentos e está pressionada também por petróleo e outras matérias-primas.O ministro citou também como medidas de combate à inflação o controle dos gastos públicos; a alta dos juros; o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre crédito pessoal e o depósito compulsório sobre operações de leasing (arrendamento mercantil). O ministro comentou ainda que o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) caiu quando chegou a 83%. De acordo com ele, isso significa que os investimentos que estão sendo feitos começam a produzir efeitos. "Já estão maturando", disse.O ministro afirmou ainda que os investimentos estão crescendo. "A oferta está crescendo à frente da demanda", afirmou. O ministro considera que o comportamento do empresário brasileiro mudou no sentido de que está priorizando, agora, a conquista de mercado em vez de aumento da margem de lucro.

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