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Mantega: IOF não causou baixa de 75% no fluxo cambial

O Ministério da Fazenda não acredita que a implantação da taxa de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as aplicações financeiras de curto prazo tenha sido responsável pela queda de 75% no ingresso de dólares nos mercados brasileiros. Em outubro, conforme dados do Banco Central (BC), o Brasil recebeu o maior volume de recursos externos desde junho de 2007 e o segundo maior desde 1982. Para o ministro Guido Mantega, a volatilidade dos mercados explica o recuo do fluxo.

ANDREI NETTO, Agencia Estado

05 de novembro de 2009 | 18h10

De acordo com o ministro, a expectativa gerada em torno do crescimento trimestral do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, primeiro com a perspectiva de desempenho fraco, depois com a revelação de cifras melhores que o esperado, geraram oscilações no fluxo de recursos internacionais. Além disso, o relatório do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) dos EUA, sinalizando a tendência dos juros no futuro próximo, teria influenciado na brusca queda do movimento de dólares em relação ao Brasil nos últimos 15 dias.

"Nas duas últimas semanas, houve muita volatilidade nos mercados internacionais", argumentou. "Os mercados se pautaram por um conjunto de ações e previsões. Não acredito que apenas o IOF tenha determinado esse fluxo de capitais. Porque, senão, seria de uma eficácia tremenda."

A criação da taxa de IOF de 2% na entrada de capitais teria, conforme o ministro, "contribuído" para o cenário, moderando o apetite dos investidores, que "estava caminhando em uma direção de excessos". O ministro reiterou que é muito difícil distinguir o tamanho da influência do IOF. "O fato é que o IOF cumpriu, está cumprindo sua função, evitando exageros. O mercado está volátil. Acredito que precisemos de mais tempo para avaliar essa medida."

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