Mantega não vê razão para BC elevar a taxa de juros

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou hoje, após a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que não vê razões para que o Banco Central (BC) eleve a taxa básica de juros no ano que vem em decorrência das medidas fiscais expansionistas anunciadas hoje. "Não vejo interferência no comportamento da taxa de juros. O comportamento da economia está equilibrado", afirmou o ministro, em entrevista coletiva.

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

09 de dezembro de 2009 | 15h02

Mantega disse que o comportamento da inflação "está muito bom". O ministro afirmou ainda que trabalha com a manutenção da taxa Selic em 8,75% ao ano em 2010. Segundo ele, essa é a projeção do Ministério da Fazenda para o próximo ano. As afirmações do ministro foram dadas em resposta às perguntas de jornalistas, interessados em saber a sua avaliação sobre o impacto das medidas anunciadas hoje na evolução da taxa básica de juros. "Repito, a inflação está sob controle." Mantega disse também que o crescimento do País entre 5% e 5,5% é possível no ano que vem, sem que haja o risco para a inflação.

Ele afirmou que o Brasil já estava crescendo nesse patamar no ano passado, sem gerar inflação. "Sempre temos a válvula de escape das importações", disse Mantega, segundo o qual as importações com câmbio mais barato têm contribuído para reduzir a inflação. O ministro disse que, no ano que vem, o mundo continuará com um nível de atividade baixo e os preços, por isso, continuarão reduzidos. Mantega afirmou que a previsão de inflação este ano é de 4,4% de IPCA, abaixo do centro da meta. As projeções do mercado no ano que vem também indicam, segundo ele, uma inflação dentro da meta.

O ministro avaliou que as medidas hoje não prejudicam a taxa de juros, porque elas têm como objetivo estimular o investimento. "Temos de voltar ao patamar de investimentos que tínhamos em 2008. Quando estávamos crescendo em 20%, três vezes mais que o crescimento do PIB". Segundo o ministro, o investimento tem de voltar a esse patamar para garantir o aumento da oferta, para que não haja a falta de produtos. "Não há razão para que os preços subam", disse Mantega.

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