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Mantega nega abandono da meta central de inflação

Segundo o ministro, o Banco Central continua mirando o centro da meta, mas isso não impede que a autoridade monetária busque a menor inflação possível

Reuters

11 de julho de 2007 | 15h38

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou nesta quarta-feira, 10, que o governo tenha desistido de uma meta central de inflação em favor de um intervalo de taxas. Desde que o Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve a meta de inflação em 4,5% para 2009 mas indicou que o Banco Central pode perseguir taxa inferior, no final do mês passado, o mercado vem questionando a transparência da decisão. Perguntado por jornalistas se o centro da meta foi abandonado, Mantega respondeu: "Isso não é correto, não muda absolutamente nada". Segundo o ministro, o BC continua mirando o centro da meta, mas isso não impede que a autoridade monetária busque a menor inflação possível. Boa parte dos analistas também via espaço para a redução da meta para 4,0% em 2009 diante da expectativa do mercado que já estava abaixo de 4,5%. Mantega acrescentou que, se a situação do país seguir favorável e a inflação mais baixa for consolidada, o governo poderia fixar metas mais baixas depois de 2009. Mas insistiu: não vai ter mudança no sistema de meta de inflação com abandono do alvo central. Visita do Tesouro dos Estados Unidos As declarações de Mantega foram feitas durante uma entrevista no Palácio do Planalto para comentar o encontro com o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, que visita o Brasil desde o início da semana. Sobre a reunião com Paulson, o ministro relatou dois assuntos tratados: Rodada de Doha e sucessão nos organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI). "É interesse do Brasil a gente fazer uma liberação do comércio internacional, com a liberação de barreiras... Eu quero dizer que, ao contrário do que estão falando, o Brasil não desistiu da Rodada de Doha", afirmou. O ministro disse ainda que Paulson mostrou simpatia por alguma reforma nos organismos multilaterais. O Brasil quer que o processo de seleção das chefias seja mais amplo e, segundo Mantega, vai aproveitar a opinião semelhante da Inglaterra sobre a sucessão no FMI para sugerir novas formas de escolha.

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