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Mantega nega estudos de elevar o IOF para frear especulação

Medidas que contenham a entrada de capitais agradam quadros importantes do PT

Fabio Graner, da Agência Estado,

16 de julho de 2007 | 19h04

O problema de como enfrentar o afluxo de capitais de curto prazo para o Brasil, que intensifica a tendência de valorização do real em relação ao dólar, está no radar da área técnica da equipe econômica. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que haja estudos para elevar o Impostos sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado do capital externo que entra no País, mas o assunto não está fora da pauta dos seus auxiliares.   Veja também:  Os efeitos da desvalorização do dólar   Embora de fato ainda não haja uma decisão final sobre a maneira de enfrentar o aumento na especulação com o real, que foi muito forte em abril e maio e, em menor escala, em junho, o tema sempre volta à tona no governo e na Fazenda.   Medidas que contenham a entrada de capitais agradam quadros importantes do PT. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), por exemplo, historicamente tem defendido a taxação na entrada do capital estrangeiro, como ocorreu no Chile.   A elevação do IOF, descartada por Mantega, iria nessa direção. Se por um lado o pensamento desenvolvimentista tem simpatia por idéias como essa, por outro, pesa na equipe econômica o medo de, em um momento de bonança econômica, provocar turbulências desnecessárias para o País.   É nesse sentido que se encaixam as declarações de Mantega na semana passada descartando medidas de controle de capital e a volta da tributação do Imposto de Renda para os investimentos estrangeiros em títulos públicos, pela qual gostaria de ter um sistema escalonado de cobrança para que a isenção só ocorresse em prazos mais longos.   Na área técnica da Fazenda, também há a visão de que, antes de adotar medidas que sejam desestimuladoras do capital estrangeiro, é preciso esperar o juro, que atrai esse dinheiro, cair mais.   Nessa ala, a visão é de que não faz sentido adotar medidas de expulsão de capital enquanto tem um componente de atração tão forte quanto os juros. De qualquer forma, o assunto preocupa os técnicos do governo, inclusive o Banco Central, que no mês passado adotou medidas para diminuir a especulação dos bancos contra o dólar.   As medidas surtiram efeito, reduzindo a posição vendida das instituições financeiras de cerca de US$ 15 bilhões para a casa dos US$ 10 bilhões em junho.   Em julho, todas as ações do BC estão plenamente em vigor. É preciso aguardar para ver se estão produzindo mais resultados.

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