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Mantega nega flexibilização de leis trabalhistas

"Apostamos sim nas negociações feitas entre trabalhadores, patrões e sindicatos para impedir demissões"

Da Redação,

17 de dezembro de 2008 | 19h09

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 17, que a melhor solução para impedir demissões é a realização de acordos entre trabalhadores, patrões e sindicatos. Essas negociações, segundo ele, permitiriam alternativas como férias coletivas ou suspensão de horas extras. Em entrevista à TV Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Mantega negou que o governo esteja estudando flexibilizar a legislação trabalhista para manter o nível de emprego.   Veja também: Lula estimula novo pacto trabalhista Momento é oportuno para rever leis trabalhistas, diz professor Enquete: você concorda com uma flexibilização das leis trabalhistas no País?  Presidente da Vale sugere flexibilização de leis trabalhistas Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise     "Não estamos estudando mudanças na CLT. Apostamos sim nas negociações feitas entre trabalhadores, patrões e sindicatos para impedir demissões", disse. O ministro destacou ainda que a manutenção do emprego é o principal compromisso do governo para que o crescimento econômico tenha continuidade.   Mantega previu, durante a entrevista, que o país fechará 2008 e 2009 com a inflação dentro da meta de 6,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Na avaliação do ministro, a desaceleração da economia internacional e a queda dos preços das commodities no mercado internacional compensarão a alta do dólar e impedirão a alta da inflação no final do ano. "Vamos fechar o ano com a inflação dentro das metas e, no ano que vem, será ainda mais fácil cumprir a meta", disse Mantega.   O ministro não quis, no entanto, avaliar se a expectativa de queda na inflação abre espaço para um corte da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ele lembrou que a crise financeira internacional contribuiu para conter a expansão do crédito, o que deve impedir o aumento da inflação provocado pelo crescimento da demanda.   Sobre o crescimento da economia, Mantega reafirmou que a situação do Brasil ainda é melhor que em outros países do mundo. Na avaliação do ministro, mesmo com a desaceleração da economia, o país crescerá acima da média mundial. "Como a economia brasileira crescerá, aqui não haverá deflação, mas queda da inflação provocada pela retração da demanda", previu.

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