Mantega nega que a economia brasileira esteja ‘patinando’

Ministro elencou uma série que indicadores, como o nível de desemprego, e disse que a economia está em 'gradual aquecimento'

Laís Alegretti, Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, Agência Estado

20 de agosto de 2014 | 15h59

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que a economia brasileira esteja patinando. "Ela está sólida. Temos praticamente pleno emprego, estamos com gradual aquecimento", disse, acrescentando que a bolsa está subindo, o câmbio está estável, o fluxo de capital externo é positivo. "Estávamos fazendo ajuste inflacionário, a inflação do mês passado foi quase zero. A inflação está caindo há quatro meses. As condições são favoráveis na economia", acrescentou.

O ministro fez os comentários em meio à apresentação de uma série de medidas, como a redução na burocracia para compra de imóvel e o fortalecimento da retomada de bens dados como garantia, como automóveis. Mais cedo, o Banco Central lançou mudanças nos depósitos compulsório e regras para os bancos que devem injetar cerca de R$ 25 bilhões no mercado de crédito.

Mantega alegou que faltava crédito no mercado brasileiro. "Estava faltando crédito inclusive em função das medidas bastante duras que o BC tomou para combater a inflação. As medidas foram bem-sucedidas, a inflação esta sob controle", disse. 

"Neste momento, o BC achou por bem aumentar a liquidez, irrigar a economia com liquidez gradualmente e é isso que está sendo feito. Isso vai melhorar um pouco o crédito. O crédito tinha ficado muito contraído e vai melhorar gradualmente", justificou.

Mantega afirmou que as medidas anunciadas pela Fazenda são de âmbito regulatório, melhoram as transações e reduzem custo. "Não quer dizer que imediatamente haverá expansão do setor imobiliário. São medidas com efeito no curto, no médio e no longo prazo. É um esforço que fazemos a todo momento para melhorar o marco regulatório do País", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
economiamantegapib

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.