Mantega nega que alta da Selic afete investimentos

A elevação da taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 7,50% ao ano, não vai comprometer os investimentos, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista a jornalistas durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, nesta sexta-feira, 19.

FÁBIO ALVES, ENVIADO ESPECIAL, Agencia Estado

19 de abril de 2013 | 20h05

"Muito pelo contrário, (a alta da Selic) sinaliza que a inflação será mantida sob controle", afirmou Mantega. "Os investimentos olham as condições futuras da economia e, portanto, o governo está demonstrando que tem atitudes determinadas e que não deixará que ocorra nenhum desequilíbrio na economia brasileira: nem fiscal, nem monetário."

Com isso, o ambiente para os investimentos no Brasil permanecerá bom, acrescentou o ministro. Além do mais, completou, o importante para a decisão de investir não é o juro nominal, mas o juro real. "O juro real não está subindo, pois de certa forma você está compensando a inflação com a elevação de juros", explicou Mantega.

Ele lembrou que o investimento depende também das taxas de juros de longo prazo e das taxas cobradas pelos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que são bastante inferiores à taxa Selic. "Quem quiser investir no Brasil, encontrará crédito barato para isso".

Sobre a decisão de subir a taxa Selic, o ministro disse que "nós temos um problema de inflação, embora a inflação esteja sob controle". Ele enfatizou que é preciso impedir que essa inflação - "que agora tende a cair" - possa contaminar outros preços que não sofrem, no momento, de pressão inflacionária.

A decisão de elevar a Selic, juro básico da economia brasileira, foi tomada na noite da última quarta-feira, 17, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

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