Mantega nega que medidas têm a ver com eleições

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o governo não se pauta pelo ano eleitoral (2010) para adotar medidas de enfrentamento da crise econômica, como a decisão anunciada hoje de estimular com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido a produção de veículos mais modernos e menos poluentes. A uma pergunta sobre possível caráter eleitoral da medida, o ministro respondeu: "A crise não tem a ver com eleição."

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

24 de novembro de 2009 | 20h16

Ele enfatizou que a preocupação do governo é a de estimular a economia e o crescimento com responsabilidade ambiental. "Esta é a mensagem que estamos mandando hoje." Mantega reafirmou que, a partir de agora, na medida do possível, todas as decisões de incentivo à economia levarão em conta o estímulo ao uso de tecnologia ambiental menos poluente e menos consumidora de energia.

Mantega já havia feito essa declaração quando do anúncio da renovação do incentivo tributário para produtos da linha branca, como geladeiras e máquinas de lavar, utilizando o chamado "IPI verde".

A medida anunciada hoje para o setor de automóveis é complementar às que serão divulgadas pelo governo brasileiro na reunião de Copenhague (Dinamarca) sobre mudanças climáticas (COP-15). Mantega disse que não está prevista para este ano a adoção de novas medidas econômicas associadas à proteção ambiental.

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