Mantega ouve do setor siderúrgico garantia de que não falt aço

O ministro da Fazenda, Guido Mantega,fechou uma semana de debates sobre a demanda interna ouvindo dosetor siderúrgico que não faltará aço no país. "A indústria siderúrgica está reagindo muito bem... o setorestá habilitado para atender o crescimento da demanda dospróximos cinco anos", relatou Mantega a jornalistas apósencontro com o conselho diretor do Instituto Brasileiro deSiderurgia (IBS). Ele disse ter recebido garantias de que as siderúrgicas vãodar prioridade ao mercado interno. "Se for o caso, eles podemregular, alocando mais no mercado doméstico", afirmou Mantega,ponderando que as empresas também vão continuar buscandovolumes maiores de exportação. Mantega disse ainda que manisfestou preocupação com osreflexos do aumento do preço do aço sobre a cadeia produtiva.Segundo ele, essa alta foi responsável por fazer a inflação noBrasil atingir o centro da meta. Nesta sexta-feira, o diretor de comercialização paramercado interno da Usiminas, Idalino Ferreira, disse que aempresa deve fazer novo reajuste de preços de aço no segundotrimestre, depois de aumentos de 9 a 11 por cento promovidosnos primeiros três meses deste ano. O IBS ressaltou em nota que, na conversa com o ministro,informou "não existir qualquer possibilidade de ocorrerproblemas no abastecimento do mercado interno, tendo em vistaque a capacidade de produção do setor é cerca de 60 por centosuperior à demanda interna". O instituto reiterou que a produção de aço do setor devecrescer de 33,8 para 37,6 milhões de toneladas. "Essecrescimento deve superar em mais de 30 por cento o aumentoprevisto para o consumo doméstico", acrescentou a nota. Considerando os projetos em andamento, o setor teminvestimento total de 26 bilhões de dólares para ampliar acapacidade produtiva até 2012. Ao longo da semana, Mantega conversou com representantes dosetor automotivo e dos bancos, por temer que o avanço docrédito poderia gerar um descompasso entre oferta e demanda, emum momento em que o Banco Central dá cada vez mais sinais deque pode elevar o juro básico para conter a inflação. (Texto de Daniela Machado; Edição de Alexandre Caverni)

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