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Mantega: papel do BB não é ser o banco mais lucrativo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que o papel do Banco do Brasil não é ser o mais lucrativo do País. Segundo ele, apesar de a instituição ter obtido um lucro menor no acumulado do ano até setembro em relação ao mesmo período de 2006, o banco tem cumprido seu papel, que é o de aumentar o volume de crédito, financiar a agricultura e elevar o capital de giro para pequenas e médias empresas. O BB registrou lucro líquido consolidado de R$ 3,8 bilhões no acumulado de nove meses, ante R$ 4,796 bilhões do mesmo período do ano passado. Mantega disse que o banco tem acompanhado o crescimento do mercado e elevou a oferta de crédito em 23% ao ano. Segundo ele, o lucro menor do BB ocorreu porque a instituição não está tão voltada para o lucro quanto os bancos privados. "O ideal é que todo o sistema financeiro tivesse lucro menor", afirmou ele após solenidade na qual o BB iniciou o processo de incorporação do Banco do Estado do Piauí (BEP). O ministro ainda afirmou que é preciso considerar que o lucro dos bancos privados também vem da venda de ativos realizada nos últimos tempos. "Temos que descontar isso quando compararmos (com o BB). Estou satisfeito com o desempenho do Banco do Brasil", disse.Segundo ele, os acionistas do Banco estão lucrando bastante, "é só ver a valorização das ações do BB". No ano, as ações ordinárias do banco já subiram mais de 36%. O Índice Bovespa, porém, teve valorização maior, de 40%. Mantega disse que o BB está no nível 2 da Bovespa e tem uma gestão profissional. Mas, para ele, para aumentar a eficiência, a instituição precisa de mais capilaridade. "Não é só o Santander, o Bradesco e o Itaú que têm que crescer. O banco público também tem que crescer, senão vai ficar para trás", argumentou. Ele afirmou que a incorporação do Banco do Piauí (BEP) é boa porque habilitará o Banco do Brasil a competir cada vez mais no mercado financeiro, que possui grandes concorrentes. "O Banco do Brasil não ficará para trás nesta corrida de fusão entre bancos privados", complementou. O ministro acrescentou que o papel do banco público é dar mais competitividade ao sistema financeiro, por meio do aumento do crédito e preenchendo lacunas que não são atendidas pelos bancos privados, além de fomentar a concorrência. "Precisamos de mais concorrência no sistema financeiro para reduzir a taxa de juros e os spreads" bancários (diferença entre a taxa cobrada do tomador de empréstimo e o custo de captação dos recursos pelo banco).

RENATA VERÍSSIMO E FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

13 de novembro de 2007 | 17h26

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