Mantega: políticas monetária e fiscal andam juntas

O detalhamento do Fundo Soberano do Brasil, que terá ênfase na área fiscal, mostra que as políticas monetária e fiscal estão de mãos de dadas. A afirmação foi feita hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante entrevista em São Paulo. "Estamos contribuindo para que a inflação não suba no País", disse. Ele salientou que uma regra elementar da economia é a de que quanto maior for o esforço fiscal menor será a necessidade de um aperto monetário. Questionado se a criação do fundo teria algum impacto imediato sobre o atual ciclo de elevação da Selic, taxa básica de juros, promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, Mantega desconversou. "Isso é com o Copom", afirmou. O Copom se reúne na terça e quarta-feira da semana que vem para decidir o rumo da Selic. Atualmente, a taxa básica de juros está em 11,75% ao ano. Durante a entrevista, Mantega afirmou que o governo não terá superávit nominal este ano. "Eu me comprometi foi com o superávit de 2010", considerou. Ele disse ainda que o fluxo de capitais para o Brasil não deve "mudar muito" depois que o País obteve, ontem, sua segunda nota de grau de investimento por uma grande agência de classificação de risco - desta vez pela Fitch. "Não muda muita coisa. Isso já estava no preço e o País já é considerado grau de investimento há muito tempo pelo mercado financeiro e pela imprensa internacional", afirmou. Mantega disse ainda que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) de abril foi de US$ 3,8 bilhões e que até o final do ano o País deve acumular ingressos de quase US$ 40 bilhões. "Esse é um capital saudável que vem para cá para produzir", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.