Mantega: poupança terá efeito de uma alta no superávit

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou nesta tarde que a meta de superávit primário oficialmente continuará em 3,8% do Produto Interno Bruto. Ele detalhou, porém, que a poupança fiscal de 0,5% do PIB, que comporá o Fundo Soberano do Brasil, terá na prática para o esforço fiscal do governo o mesmo resultado que teria uma elevação da meta do superávit em meio ponto porcentual. O ministro deixou claro que se trata de um compromisso do governo. "Contabilmente, o nome no fundo será outro, embora tenha o mesmo efeito prático", disse. "(A meta) continua em 3,8%, que é o superávit que nos permite pagar as contas e ainda reduzir a dívida pública", continuou, acrescentando que no acumulado dos quatro primeiros meses do ano o superávit primário já atinge 6,82% do PIB.Mantega disse que o prazo para o cumprimento da economia de 0,5% do PIB será idêntico ao do cumprimento do superávit primário, ou seja, a economia acumulada ao final de cada ano. Ele lembrou que a meta de 3,8% corresponde a R$ 105 bilhões, dos quais R$ 62 bilhões são específicos do governo federal. "Fazemos (esta economia) ao longo do tempo, principalmente no início do ano. A diferença agora é que ao criar o fundo estes recursos serão enviados para ele", declarou. Ele fez questão de enfatizar que a soma prevista de economia extra de R$ 13 bilhões não necessariamente será enviada ao fundo de uma só vez. "Será aos poucos", afirmou, lembrando que grande parte desta poupança já está sendo feita pelo governo.O fundo, que será enviado ao Congresso por meio de um projeto de lei, poderá ser aprovado em até 45 dias, segundo Mantega, se o envio for de caráter "de urgência urgentíssima". "Vamos conversar com os aliados."Questionado sobre se o governo manterá a economia dos gastos caso o projeto não seja aprovado pelo Congresso, Mantega quis mostrar otimismo. "Não vamos pensar assim, acredito que o projeto seja aprovado.

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