Agência Estado
Agência Estado

carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Mantega pressiona e revisão do PIB fica em 1%

Governo já trabalhava com uma revisão do PIB de 2% para 0,7%; Mantega pressionou por projeção em 1%

Lu Aiko Otta e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

20 de maio de 2009 | 17h35

O desempenho mais fraco do que o esperado da produção industrial e das vendas motivou o governo a reduzir, de 2% para 1%, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Previamente, o governo já vinha antecipando que trabalhava com uma projeção de crescimento de 0,7%, mas na última hora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou uma mudança no relatório de avaliação de receitas e despesas que está sendo enviado ao Congresso Nacional. Ele pediu a troca da estimativa do crescimento econômico de 0,7% por 1,0% do PIB. Segundo assessores do ministro, ele não havia sido consultado previamente pela sua equipe sobre o parâmetro que constaria no documento oficial.

 

Veja também:

especialEntenda a trajetória de valorização do real

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

 

O secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, informou que o crescimento de 1% será puxado pelos investimentos do setor público e das estatais. Juntos, eles responderão por 0,7% de crescimento, sendo 0,4% somente da Petrobras e 0,3% de investimentos dos demais ministérios. Outros 0,3% de crescimento serão proporcionados pela recuperação da economia, principalmente a partir do segundo semestre do ano.

 

Barbosa ponderou que, apesar do número baixo representado pela média de crescimento do ano, a economia brasileira será da ordem de 3% a 4% no último trimestre de 2009. Esse desempenho será garantido, em primeiro lugar, pela taxa de juros "mais baixas da história recente".

 

Estimativas de mercado apontam que a Selic, a taxa básica de juro da economia, pode chegar a 9% ao final do ano, mas o secretário acredita que a queda pode ser ainda maior. Outra razão para otimismo é o programa Minha Casa Minha Vida, que está ainda na fase de análise de projetos. "As construções começam no segundo semestre e vão se acelerar", disse.

 

Finalmente, o crescimento significativo no último trimestre do ano ocorrerá por um efeito estatístico, que garante um número alto porque a base de comparação é o último trimestre de 2008, bastante fraco por ter sido o período mais agudo da crise.

 

Revisões

 

O governo também revisou a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5% para 4,3%, ligeiramente abaixo do centro da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central.

 

Houve revisão também para as receitas e despesas do segundo bimestre, com redução de R$ 9,3 bilhões na arrecadação anual em relação à última previsão feita em março. Segundo o ministério do Planejamento, a queda foi generalizada em todos os tributos. Contudo o IPI, teve maior queda devido às medidas de desoneração visando incentivar a atividade econômica.

 

O Ministério do Planejamento destaca que a programação de despesas para o ano teve uma elevação em função não só do programa habitacional, mas da liberação de R$ 1 bilhão para os municípios.

 

O Ministério informou que houve uma nova estimativa para os gastos sociais, benefícios previdenciários, seguro desemprego, abono salarial, benefícios assistenciais da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), e da liberação de crédito extraordinário para o Ministério da Integração Nacional.

Tudo o que sabemos sobre:
PIBPlanejamentoOrçamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.