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Mantega prevê alta do PIB de 1,7% no 2º trimestre

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, revelou ontem sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, que só será divulgado pelo IBGE no dia 11 de setembro. Segundo ele, a previsão otimista, indica que o PIB deve ficar entre +1,6% e +1,7% em relação ao primeiro trimestre deste ano. "Essa perspectiva é muito boa, apesar de o mercado projetar mais e isso fazer com que eu pareça pessimista", comentou em seminário sobre os cenários e perspectivas para o Brasil do jornal O Globo. Segundo ele, com esse resultado, o PIB anualizado ficaria em 6,47%. "A tendência é de que isso continue aumentando", comentou, destacando que a previsão do segundo trimestre para a China é de +14,9% e dos Estados Unidos, de -1% em relação aos primeiros três meses do ano. Entre os exemplos citados pelo ministro para mostrar o desempenho brasileiro na economia, a Bovespa e a indústria automobilística foram os destaques. "Avaliando a valorização em dólar de todas as bolsas, temos um forte desempenho do Brasil. Estamos na dianteira."Sobre a indústria automobilística, ele destacou que o Brasil é um dos poucos países que reverteram a queda no setor, e que já está se posicionando acima de 2008. Também em geração de novos postos de trabalho, ele lembrou que houve uma queda inicial em novembro e dezembro, mas 2009 está gerando novas vagas. "O saldo positivo em julho foi de 138 mil novos empregos, e a tendência é que sejam gerados mais até o fim do ano, chegando a 600 mil novas vagas, o menor nível de desemprego dos últimos três anos."Mantega ainda comparou o atual momento pós-crise com o período imediatamente posterior ao do "Milagre Econômico" para destacar que o País deve entrar num novo ciclo de expansão já em 2010. "A qualidade do ciclo imediatamente anterior a este, entre 2003 e 2008, facilita a percepção de que estamos hoje no limiar de um novo ciclo da expansão." Mantega salientou que ao contrário da época pós-Milagre Econômico, na década de 70, "desta vez não houve acúmulos de gargalos e desequilíbrios a serem expurgados no futuro". "Não estou fazendo uma crítica ao Milagre. Só estou querendo dizer que temos vários sinais mais positivos, que possibilitam uma resposta mais rápida do que naquela época." Para o ministro, a crise econômica mundial pôs à prova várias economias e algumas responderam melhor, outras pior. "O Brasil, felizmente, respondeu bem. A crise provou a solidez da economia brasileira e a capacidade (do governo) de fazer política anticrise", disse, lembrando que em crises anteriores havia fuga de capitais, e os governos elevavam os juros para manter aqui investimentos estrangeiros. Além disso, destacou, "os governos passados também não tinham como aumentar os investimentos e gastos públicos". "Acabava sendo uma economia pró-cíclica.Agora podemo fazer o contrário, porque temos solidez externa, reduzimos nossa vulnerabilidade."

Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

25 de agosto de 2009 | 00h00

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