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Mantega prevê crescimento do PIB entre 1,2% e 1,4% no 3ºtri

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre crescerá entre 1,2% a 1,4% no terceiro trimestre, ante o trimestre anterior. Por conta desta projeção, o ministro acredita que a previsão da pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central, mudará para cima, assim que forem divulgados esses números.Para Mantega, a economia crescerá por conta de uma situação econômica marcada pelo crescimento do emprego na indústria, nos serviços e na agricultura. Ele citou especialmente o setor automotivo, que bate todos os recordes de vendas neste ano.Mantega lembrou ainda que, no primeiro semestre de 2006, o varejo cresceu 5%, a massa salarial teve um incremento "extraordinário", além do crescimento do emprego.Na avaliação do ministro, o PIB anualmente sofre uma inflexão em determinado trimestre. Em 2006, o trimestre mais fraco foi o segundo, na avaliação do ministro, que reiterou acreditar em recuperação da economia no terceiro e no quarto trimestres deste ano.Mantega afirmou que o período abril-maio-junho foi marcado por eventos sazonais, que diminuíram vendas e produção. Ele reafirmou, entretanto, que a projeção de alta para o PIB para este ano é de 4%.2007Mantega, disse que a economia brasileira reúne todas as condições para registrar um crescimento do PIB acima de 5% no ano que vem. Segundo ele, a vitória contra a inflação permite a adoção de uma política monetária mais flexível, com juros em queda. "E, nesta semana, ainda teremos a TJLP", afirmou, referindo-se à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), na quarta-feira, que decidirá também sobre a Taxa de Juros de Longo Prazo.Na avaliação do ministro, com uma política monetária mais flexível e o aumento do crédito, "que cresceu 30% neste ano", mais o pacote de construção, o PIB superará os 5% em 2007.Crise políticaMantega descartou que as recentes oscilações do mercado financeiro tenham sido provocadas por questões políticas e discorda que a economia sofrerá, caso a crise motivada pelo dossiê se amplie na forma de investigações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano que vem. O ministro ressaltou primeiro que, na semana passada, houve oscilações no mercado financeiro de todo o mundo, motivadas pelo aumento dos temores de que a economia norte-americana terá um desaquecimento maior do que o esperado."Os preços das commodities do petróleo caíram. Também tivemos problemas políticos na Hungria e na Tailândia e isso afetou o mundo inteiro", afirmou, lembrando que os mercados reagiram de forma negativa também no México, nos Estados Unidos, Turquia e Rússia.Mantega lembrou ainda que, na quinta-feira passada, auge da crise do dossiê, segundo ele, o risco Brasil "subiu 7%, enquanto, em outros mercados emergentes, a alta média do risco país foi de 7,04%". "Fiz questão de anotar, porque dizer que a turbulência aconteceu por causa do dossiê, foi bobagem", ressaltou.Ele reiterou que a oscilação no mercado é reflexo da situação nos Estados Unidos. "Como atribuir ao dossiê o que aconteceu também com os outros países? Só se o dossiê estiver fazendo estrago generalizado, até na economia dos Estados Unidos. Eles que se cuidem, porque, agora, espirramos aqui e causamos turbulência lá", ironizou.Mantega descartou também a opinião de analistas estrangeiros, segundo a qual, a crise do dossiê poderá ir além das eleições, afetar a governabilidade de um eventual segundo mandato do presidente Lula e impactar negativamente a economia. Em resposta a esses comentários, afirmou que a economia brasileira ganhou uma consistência e uma solidez nunca vistas e se tornou imune a conflitos políticos."Isso foi demonstrado várias vezes", ressaltou o ministro, lembrando que, no ano passado, escândalos políticos envolvendo o governo não afetaram a economia brasileira, e que, em maio último, as turbulências internacionais também não afetaram a economia brasileira. "O eloqüente é que ano eleitoral é nervoso por definição e, no Brasil, por tradição. Todos saem correndo em busca de dólares e as empresas têm medo de investir. Mas, agora, não existe aqui este temor. Continua havendo normalidade e, independente de conflitos eleitorais, você não teve a economia afetada", disse. Investimento estrangeiroO ministro da Fazenda afirmou que o ingresso de investimento estrangeiro direto (IED) de US 16 bilhões no ano que vem, conforme projeções da pesquisa Focus divulgada nesta segunda, "está muito bom". Apesar de essa projeção ser praticamente igual ao IED para 2006 (US$ 15,9 bilhões, segundo a Focus), Mantega considera o número positivo. "Tem muito ingresso de investimento. Acho US$ 16 bilhões bom, mas acredito que entrará mais do que isso", afirmou.Para ele, a manutenção do IED em 2007 mostra que nunca houve tanta confiança no País. Ele lembrou que as quatro principais agências de classificação de risco elevaram o Brasil a um patamar superior, e ressaltou que a legislação brasileira hoje está mais sólida, bem como os fundamentos da economia, e que a inflação está sob controle.Mantega lembrou ainda que os juros e os custos de investimento estão em queda, o que atrai investimentos na área de etanol e da construção civil, por exemplo. O ministro afirmou que viu na semana passada, em Cingapura, durante reunião do FMI, o forte interesse de investidores nessas duas áreas, por exemplo.Após reunião com empresários, o ministro afirmou que vai avaliar as sugestões para eventual mudança na lei geral de micro e pequenas empresas, que está no Congresso, mas que só terá uma avaliação sobre a necessidade de mudança no projeto nos próximos dias. Segundo ele, a lei levará a uma renúncia fiscal R$ 5 bilhões ao ano.Matéria alterada às 14h57 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

25 de setembro de 2006 | 13h20

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