Mantega prorroga prazo de programa para investimento

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje a prorrogação do prazo para contratação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), de 31 de junho para o fim de dezembro. O ministro anunciou que os recursos disponíveis para esses financiamentos são de R$ 80 bilhões. Apesar de estender o prazo, o governo optou, segundo Mantega, por elevar as taxas de juros para esses empréstimos a partir de 1º de julho próximo.

ADRIANA FERNANDES, CÉLIA FROUFE E FABIO GRANER, Agencia Estado

29 de março de 2010 | 13h49

As linhas com taxas de juros de 4,5% ao ano passarão para de 5,5%. Já as linhas que cobram hoje 7,5% passarão a ter taxa de 8,5% ao ano. "Levando-se em conta uma inflação de 4,5% ao ano, essa é uma taxa de juro zero", avaliou Mantega, durante o lançamento da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

No caso das linhas Pró-Caminhoneiro e Inovação, a taxa de juros será mantida em 4,5% ao ano ao longo do ano. "Com essas mudanças na taxa, compensa se apressar para fazer o financiamento antes (de mudança da taxa)", sugeriu o ministro. A prorrogação do prazo do PSI para o fim de dezembro, de acordo com Mantega, dará mais impulso ao crescimento do País e colaborará para o aumento dos investimentos.

Governo Lula

O ministro da Fazenda procurou destacar, em seu discurso, que o crescimento da economia brasileira, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido diferente do ocorrido em anos anteriores. Segundo ele, o crescimento econômico é diferente porque tem como base uma forte geração de emprego, a inclusão social e a distribuição de renda. No passado, disse Mantega, a expansão econômica do Brasil era obtida com exclusão social e concentração de renda.

Mantega informou ainda que a estimativa preliminar do governo é de que as desonerações líquidas em 2010 somem R$ 18,377 bilhões. A informação deve ser anunciada pela Receita Federal apenas no próximo mês. O montante, se confirmado, será inferior às desonerações líquidas verificadas em 2009 (R$ 26,999 bilhões), mas superior ao volume de que o governo abriu mão em 2008 (R$ 8,766 bilhões) e em 2007 (R$ 6,463 bilhões).

Metas de inflação

O ministro da Fazenda avaliou ainda que o sistema de metas de inflação tem dado bons resultados ao País. Segundo ele, o governo manterá o regime de câmbio flutuante e a perspectiva de redução na taxa de juros real. "A solidez vai continuar. Esses são os pilares da sustentabilidade do PAC 2", disse o ministro.

Às vésperas da possibilidade de desincompatibilização do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, para concorrer a um cargo eletivo, Mantega assegurou que a inflação seguirá no foco do governo. "O controle da inflação continuará a ser um dos instrumentos importantes da economia brasileira."

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