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Mantega quer evitar 'exuberância irracional' no Brasil

Ministro da Fazenda avalia que sem a forte valorização do real País poderia ser mais competitivo do que a China

Daniela Milanese, da Agência Estado,

05 de novembro de 2009 | 08h48

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira, 5, que a preocupação com a valorização do real tem o objetivo de evitar uma "exuberância irracional" no Brasil, referindo-se ao termo cunhado pelo ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) Alan Greenspan. "Queremos impedir o excesso de atração fatal em relação ao Brasil", disse nesta quinta-feira, 5, ao participar de seminário sobre o Brasil em Londres, organizado pelos jornais Financial Times e Valor.

 

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  Para ele, a criação de bolhas especulativas nos emergentes, como vem sendo alertado pelo economista Nouriel Roubini, pode ser evitada, desde que sejam tomadas as medidas necessárias. O ministro citou estudo do Goldman Sachs apontando que o real apresenta sobrevalorização de 50% em relação ao dólar e ao yuan. Sem essa sobrevalorização, a economia brasileira seria mais competitiva do que a da China, avalia. "Queremos que venham os investimentos externos e os IPOs (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), mas não queremos que se criem bolhas nos mercados de capitais", disse.

  

Ele citou o avanço dos volumes financeiros da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos anos. "Estou vendo ali o presidente da bolsa, que sorri quando olha os dados de volume", afirmou, referindo-se ao presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, que está na plateia do evento promovido pelo Financial Times.

Mantega avaliou também que a perspectiva é de crescimento sustentável para a economia brasileira nos próximos anos, no patamar de 5% ao ano. "Estamos constituindo um forte mercado de massa no Brasil", afirmou. Uma mostra disso, conforme o ministro, é que está faltando aparelhos de TVs de LCD no País. "A população não quer mais aqueles aparelhos com tubos enormes e já se prepara para ver o Brasil ser campeão da Copa de 2014."

Para Mantega, o Brasil está entrando em um novo ciclo de investimentos e está avançando sobre bases sólidas, com situação fiscal equilibrada. "Estamos entre os três ou quatro países que mais crescem na atualidade." Conforme o ministro, os programas adotados pelo governo durante a crise permitirão ao País fechar o ano com crescimento de cerca de 1% do PIB. As medidas adotadas, como desonerações e redução de juros, tiveram impacto positivo de 3 pontos porcentuais no PIB brasileiro neste ano, calcula.

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