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Mantega quer pôr o real na cesta de moedas do FMI

O governo brasileiro vai voltar a insistir hoje, no G-20 ministerial de Paris, pela inclusão do real na cesta de moedas do Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é de que a divisa, assim como o yuan chinês, passe a fazer parte das moedas que servem de referência para Direitos Especiais de Saque (SDRs), ao lado do dólar, do euro, da libra esterlina e do iene.

, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2011 | 00h00

A intenção foi reafirmada por Mantega aos seus colegas da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul durante a reunião dos Brics. A revisão dos SDRs é um dos aspectos da reforma do sistema monetário internacional, negociada no G-20. A ideia é que novas moedas se somem às quatro que formam a atual cesta, de forma a diluir o peso do dólar como moeda de referência internacional.

O argumento do Brasil é que o real já é mais negociado que o iene e a libra, em mercados como o de derivativos, o que seria uma demonstração de prestígio da divisa.

Para atingir esse objetivo, o governo brasileiro apoia a proposta francesa de reforma do sistema monetário. "Uma saída é valorizar os SDR, ao qual teríamos de dar um novo dinamismo, com maior conversibilidade, maior volume e um banco emissor", diz Mantega. "O FMI teria de se transformar em um banco global emissor de SDRs, que estariam presentes nas transações internacionais."

Com a proposta, o Brasil tenta ocupar um pouco do espaço aberto pela perda de influência do dólar como moeda de referência das transações internacionais.

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