Mantega quer que G-20 se conecte rapidamente durante a crise

Ministro afirma que grupo "não foi feito para funcionar em crises" e é necessário que seja "repensado"

Nalu Fernandes, Agência Estado

11 Outubro 2008 | 15h57

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o G-20, grupo que reúne economias industrializadas e em desenvolvimento, pela própria estrutura, "não foi feito para funcionar em crises, para ter ação imediata em situações emergenciais". O ministro disse ser necessário "repensar" o grupo, "de modo que possa ser efetivo" e, para isso, defendeu que é preciso "ter uma espécie de 'sala de situação', onde os ministros possam se conectar rapidamente, tomar medidas comuns e conhecer a situação de cada país, de modo que possamos neutralizar os efeitos negativos de uma situação como essa".   Mantega citou que o G-7 já tem uma "ação coordenada mais efetiva". "Eles têm um instrumento, nós é que não temos o instrumento", afirmou. Uma solução possível, cita o ministro brasileiro que preside o G-20, é que os principais países emergentes sejam integrados no G-7. Segundo Mantega, durante a reunião Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), órgão composto pelos ministros e banqueiros centrais de 24 países e que estabelece as estratégias do Fundo Monetário Internacional, houve discursos "neste sentido", como foi o caso do feito pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Mais conteúdo sobre:
Crise Guido Mantega G-20

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.