Mantega quer que setor automotivo continue a puxar PIB

Reunido esta tarde com dirigentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e presidentes das maiores montadoras do País, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que as perspectivas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos anos seguem uma trajetória robusta, em torno de 5%, semelhante à registrada no ano passado.Nesse contexto, ele disse esperar que a indústria automotiva mantenha-se à frente do processo de crescimento. "A indústria automotiva foi o carro-chefe da economia em 2007 e gostaríamos que continuasse a ser este ano", afirmou. Ele garantiu que o governo vai assegurar a continuidade de fundamentos como a baixa vulnerabilidade interna, a consistência fiscal, a elevação da massa salarial e os estímulos ao aumento do crédito."Perguntei se a indústria estava preparada para manter a sustentabilidade do crescimento de 2007 ao longo dos anos e se saberá enfrentar o desafio de atender a vigorosa demanda", declarou. O ministro disse ter ficado bastante tranqüilo com a resposta. O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, citou que os investimentos de US$ 5 bilhões já anunciados pela indústria no País neste ano elevarão a capacidade instalada do setor em 350 mil veículos, para 3,8 milhões de automóveis anuais. Ele disse também que haverá novos anúncios de investimentos ainda neste ano por parte das montadoras. De 2008 a 2010, a cadeia como um todo, incluindo autopeças, investirá US$ 20 bilhões.Mantega disse ter ficado muito satisfeito. "Não são apenas intenções, mas sim investimentos", ressaltou. O ministro disse também que o governo espera que as exportações de veículos voltem a crescer. De acordo com Schneider, as vendas externas de automóveis caem em unidades desde 2005, embora se mantenham em valores por conta do ampliação do mix de produtos e seus respectivos preços. "Perguntei também se poderemos manter ou até expandir as exportações. Me foi respondido que sim, dentro de determinadas condições cambiais, financeiras etc.", relatou Mantega. "Ampliar também a capacidade de exportação da indústria automobilística é um dos objetivos do governo", acrescentou.Apesar disso, o ministro negou que o governo cogite adotar novas medidas cambiais para conter a valorização do real e afirmou acreditar "que o conjunto de medidas que anunciamos recentemente já surtiram algum efeito. No longo prazo, ainda temos que ver, mas o real já se desvalorizou". Mantega lembrou ainda que a política industrial que será anunciada em breve pelo governo trará novidades, com um conjunto de medidas para vários setores, inclusive a indústria automotiva.

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