Mantega: queria juro em linha com o de países avançados

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou nesta sexta-feira que o governo Dilma tenha um patamar sonhado para a taxa básica de juros, diante de relatos na mídia de que seria no patamar de 8%. Atualmente a Selic está em 9% ao ano. "Gostaria que os juros dos bancos privados e públicos, que em alguns casos chegam a 30%, 40% ao ano, o que é um absurdo - caíssem para os mesmos patamares de países avançados", disse. Segundo ele, diminuir os spreads "é meta importante para o governo".

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

20 de abril de 2012 | 17h27

"Mas a Selic é o Banco Central que sabe", afirmou a jornalistas, após reunião de ministros de Finanças do G-20, no Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. O ministro disse que está preocupado com os juros pago pelos brasileiros e que a maior parte da população não paga Selic, mas sim aplica em Selic. "A maioria da população paga 2% ao mês, 3% ao mês em um empréstimo, em um financiamento de carro, e é isso que precisa cair. Felizmente, eu tenho visto que há reação positiva e as taxas têm caído", disse.

O ministro voltou a dizer que, com a Selic em 9%, não há necessidade de se mexer na poupança e reforçou que não há nenhuma reunião marcada com a presidente Dilma Rousseff na próxima segunda-feira para discutir o assunto (também diante de relatos na mídia sobre o assunto).

"Não sei quem pensou, quem imaginou que iríamos discutir (a questão da poupança). Eu falei que não vou discutir. Vocês acham que só existe a poupança para discutir? Nós temos várias coisas. Por exemplo, a Resolução 72 (guerra dos portos), que não foi votada semana passada e será votada na próxima semana", explicou. "Isso requer proximidade nossa", completou.

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