Mantega questiona FMI e sustenta que Brasil crescerá acima de 4%

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o FMI pode não estar acompanhando de perto o que está acontecendo na economia brasileira, por ter projetado o crescimento do Brasil em 3,5% em 2006 e 2007. "O Fundo Monetário, talvez, fez uma projeção desatualizada, conservadora, olhando dados já superados. Temos projeção que confirma o resultado de (crescimento) acima de 4%", afirmou antes de entrar para o encontro com o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, na sede em Washington. Mantega reafirmou o compromisso de cumprimento da meta de superávit primário de 4,25% neste ano. Na apresentação quadrimestral do número, garantiu que mais de 40% da meta do superávit será mostrado agora em abril. Segundo ele, a economia atualmente já estaria crescendo a este ritmo. "A indústria está crescendo, mercado está se robustecendo o crédito está abundante." "Ele (Fundo) não tem o conhecimento que nós temos do que está acontecendo. Além do que a inflação está sob controle e até um pouco abaixo do centro da meta. O que permite que o Copom venha reduzindo os juros como vem fazendo. Todos indicadores, todas as forças convergem para crescimento robusto na economia brasileira: juros caindo, a inflação sob controle, salário real crescendo, o emprego subindo, mercado se fortalecendo", disse. Mantega considera "inapropriado comparar o Brasil com outras economias como Índia e China que estão em estágios diferentes de desenvolvimento. "O Brasil está decolando para novo ciclo de crescimento. Consolidando esta posição. Este ano ao meu ver vai ser o melhor ano do ponto de vista econômico do nosso governo e o início de longo ciclo de crescimento. "Quem decide o superávit primário é o governo brasileiro. É nosso compromisso fazer o superávit primário de 4,25%, pois é um superávit suficiente para dar sustentabilidade à dívida pública. Esta meta será obtida - tanto o superávit quando a (redução) da dívida/PIB." Na apresentação do superávit primário trimestral, que será feita neste mês, ele afirmou que mais de 40% do superávit já será produzido. "A prova dos nove será o resultado. Eu quero mostrar o resultado matemático. Aí eu quero ver o que vão dizer se apresentarmos superávit acima de 40% - que é o que vai acontecer." Sobre críticas de que a projeção de inflação de 4,5% ao ano até 2009 contida na LDO seria uma indicação velada do presidente Lula para que o CMN não reduzisse a meta para os próximos anos, Mantega rebateu que o CMN não olha para o que está na LDO do ponto de vista da inflação.

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