Mantega reafirma meta fiscal de 4,3% e nega novas medidas

O ministro da Fazenda, Guido Mantega,garantiu nesta quinta-feira que o governo trabalha para evitara propagação da inflação, e negou que estejam em estudo medidasadicionais de contenção do crédito ou novo aumento da metafiscal. "O esforço fiscal até o final do ano será de 4,3 por cento(do PIB)", disse a jornalistas após reunião com o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva, economistas e outros ministros. "Édifícil fazer mais do que isso." A escalada recente da inflação no país, acompanhandotendência mundial, tem surpreendido analistas e alimentadoespeculações de que o governo poderia adotar iniciativasadicionais ao aperto monetário em curso para segurar os preços. Mantega, contudo, avaliou que as medidas já adotadas pelogoverno "têm tido eficácia" e algumas só farão efeito dentro deaté seis meses. O ministro citou o aumento recente da meta desuperávit primário em 0,5 por cento do PIB, a taxação dofinanciamento à pessoa física e a criação de um novocompulsório pelo Banco Central, além do próprio aumento do jurobásico. "Não há nenhuma medida adicional para redução do crédito",afirmou Mantega, acrescentando que o governo já detectou umadesaceleração nos financiamentos. A inflação fechará o ano abaixo do teto da meta de 6,5 porcento e desacelerará até chegar no final do próximo ano maisperto do alvo de 4,5 por cento, previu o ministro. Ele informou ainda que o Plano Safra 2008/2009 seráanunciado no início de julho com medidas para expandir a ofertade produtos agrícolas no país. (Reportagem de Isabel Versiani)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.