Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Mantega reafirma meta fiscal e nega novas medidas

O ministro da Fazenda, Guido Mantega,garantiu nesta quinta-feira que o governo trabalha para evitara propagação da inflação, e negou que estejam em estudo medidasadicionais de contenção do crédito ou novo aumento da metafiscal. "O esforço fiscal até o final do ano será de 4,3 por cento(do PIB)", afirmou a jornalistas após reunião com o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva, economistas e outros ministros. "É difícil fazer mais do que isso", acrescentou, destacandoque os cortes orçamentários a serem feitos pelo governo aolongo do ano não afetarão obras do Programa de Aceleração doCrescimento (PAC). A escalada recente da inflação no país, acompanhandotendência mundial, tem surpreendido analistas e alimentadoespeculações de que o governo poderia adotar iniciativasadicionais para segurar os preços. Mantega, contudo, avaliou que as medidas já adotadas pelogoverno "têm tido eficácia" e algumas só farão efeito dentro deaté seis meses. O ministro citou o aumento recente da meta desuperávit primário em 0,5 por cento do PIB, a taxação dofinanciamento à pessoa física e a criação de um novocompulsório pelo Banco Central, além do próprio aumento do jurobásico. "Não há nenhuma medida adicional para redução do crédito",afirmou Mantega, acrescentando que o governo já detectou umadesaceleração nos financiamentos. A inflação fechará o ano abaixo do teto da meta de 6,5 porcento e desacelerará até chegar no final do próximo ano maisperto do alvo de 4,5 por cento, previu o ministro. Expectativas no mercado apontam inflação de 5,8 por centono final do ano, segundo sondagem do Banco Central. Aautoridade monetária elevou a taxa básica de juros da economiaem 1,0 ponto desde abril, nos primeiros aumentos da Selic emtrês anos. MERCADO FUTURO Durante a reunião no Planalto pela manhã, o presidente LuizInácio Lula da Silva sugeriu, segundo Mantega, a necessidade deintervenção nas negociações dos mercados futuros de forma aconter a especulação com os preços das commodities e contribuirpara o controle da inflação mundial. "É claro que isso não é uma ação no Brasil, é uma ação aser feita em escala internacional. Tem que combinar com outrosgovernos para atenuar essa especulação nos mercados futuros",disse Mantega, sem dar detalhes. Ele acrescentou que o mundo vive hoje o maior choque depreços de commodities desde os anos 1970, e que os paísesimportadores de alimentos têm sido os mais afetados por esseprocesso. "Não é o caso do Brasil", afirmou o ministro. O ministro informou ainda que o Plano Safra 2008/2009 seráanunciado pelo governo no início de julho com medidas paraexpandir a oferta de produtos agrícolas no país.

ISABEL VERSIANI, REUTERS

19 de junho de 2008 | 19h06

Tudo o que sabemos sobre:
MACROMANTEGAINFLACAOATUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.