Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Mantega reafirma que não permitirá real valorizado

Depois de dizer que o dólar não poderia chegar a R$ 1,60, ministro prefere descartar um nível ideal para a moeda

MONTEVIDÉU , O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h04

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o governo brasileiro "não permitirá uma valorização do real na velocidade que vinha ocorrendo". O ministro, que desembarcou na capital uruguaia para a reunião de cúpula do Mercosul, disse que "alguns meses atrás o dólar chegou a R$ 1,50 e caiu". "Tomamos várias medidas que reverteram isso; o agravamento da crise internacional ajudou. Quando o real se valoriza é muito prejudicial para a indústria brasileira. Porque ele encarece a mercadoria brasileira, tanto no mercado externo como interno."

Mantega preferiu não especular sobre o nível ideal do dólar. "Não sei se a R$ 1,60 ou R$ 1,50... Sei lá, a gente vai forçar para que haja um dólar mais valorizado e um real mais desvalorizado", afirmou. "Não temos patamar, não tem limite inferior, nem superior." Porém, em entrevista exclusiva ao Grupo Estado publicada na edição de domingo o ministro afirmou que "dificilmente" o dólar irá para R$ 1,60. "Porque nós não vamos deixar", garantiu.

Recessão. Mantega negou a possibilidade de riscos de recessão no Brasil: "Risco algum! Nunca ouvi falar que crescimento de 3% ou 3,5% fosse recessão. A economia estava crescendo muito forte e a desaceleração foi localizada principalmente na indústria, porque é o setor que mais sofre pela invasão de produtos estrangeiros. Mas isso já está sendo superado. Chegamos onde queríamos chegar combatendo a inflação".

Segundo Mantega, "quem fala em recessão no Brasil não sabe o que está falando". "Falar em recessão da União Europeia é razoável. Mas no Brasil não é razoável, já que o mercado de consumo está crescendo 7% ao ano, o salário mínimo cresce, o crédito está sendo flexibilizado, estamos com todos os instrumentos para a aceleração da economia. E a economia já está acelerando."

Mercosul e crise. Mantega disse que ele e os outros ministros da Fazenda do Mercosul fizeram ontem "uma avaliação da conjuntura internacional e suas repercussões nos países latino-americanos".

"Por enquanto não há maiores repercussões. Os países que estão aqui são na maioria exportadores de commodities. E as commodities continuam indo bem. Os produtos mais afetados pela crise são os manufaturados", disse o ministro.

Importados. Segundo Mantega, os países do Mercosul estão sendo pouco atingidos pela crise: "São países com situação fiscal sólida, com contas estabilizadas. Além disso estão reduzindo a dívida externa. Parte da demanda interna de nossos países é ocupada com produtos importados. Por isso, devemos fazer uma união maior para defender nosso mercado latino-americano de uma invasão de produtos estrangeiros". / A.P.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.